
A implantação do e-SUS, que começou a funcionar nesta quarta-feira (4) com os agentes comunitários de saúde, é um passo fundamental para, como já mencionado pela coluna, inserir o sistema de Caxias no século 21. Faz 13 anos que a plataforma foi criada pelo governo federal, mas até hoje a gestão dos atendimentos na cidade é praticamente analógica.
É claro que há sistemas digitalizados, já que o próprio envio de dados ao Ministério da Saúde depende disso. Mas o usuário da ponta não conta com facilidades como um aplicativo para marcar consulta e ou pesquisar o histórico de atendimentos. Para marcar horários, é preciso ligar para o Agenda+ UBS, que disponibiliza um dia por semana para cada unidade e nem sempre dá conta das ligações.
Apesar da plataforma ser oferecida gratuitamente pelo governo federal, há um custo de implantação aos municípios com a compra de dispositivos eletrônicos e treinamento de equipes. Talvez a prioridade por destinar, ao longo do tempo, todos os recursos da área para o atendimento explique a demora para a modernização.
O problema, é que a rede de saúde ficou maior e mais complexa e a economia em sistemas de gestão cobrou um preço alto em eficiência e resolutividade dos atendimentos. Isso, obviamente, resultou em transtornos aos pacientes e em aumento de custos.
Ainda falta muito para um sistema ideal, mas a adesão ao e-SUS é um passo na direção certa.





