
A jornalista Renata Oliveira Silva colabora com o colunista André Fiedler, titular deste espaço.
A coluna dá sequência nesta quinta-feira (15) à série de entrevistas com todos os deputados estaduais e federais da Serra para um balanço de 2025 e uma projeção para 2026. Desta vez, confira o que diz o deputado estadual Guilherme Pasin (PP), que tem base eleitoral em Bento Gonçalves.
O que considera o principal destaque do mandato em 2025?
Em 2025, o mandato se destacou por entregas nas áreas de prevenção, segurança e fortalecimento da economia regional. Aprovamos a Política Estadual de Desassoreamento, essencial para reduzir riscos de enchentes, e acompanhamos a implementação da primeira rampa de escape, ampliando a segurança viária.
Também entregamos a primeira Unidade Móvel de Envasamento e Rotulagem de Vinhos e tornamos o vinho e o espumante símbolos oficiais do Estado. Dentro dessa agenda de desenvolvimento, apresentamos a PEC do Estrutur-RS, que cria um novo marco para o turismo gaúcho, estabelecendo bases para uma política moderna voltada ao potencial turístico, cultural e esportivo do Rio Grande do Sul.
Outro destaque foi a efetivação do calendário do Sesquicentenário da Imigração Italiana, uma proposta construída a partir da Frente Parlamentar Brasil–Itália, da qual sou proponente e presidente. Ao longo de todo o ano, o calendário promoveu atividades de enaltecimento cultural, fortalecimento da identidade ítalo-gaúcha e estímulo à economia, com programação que se estende até 20 de maio de 2026. Além de homenagear os 150 anos da chegada oficial dos imigrantes italianos ao Rio Grande do Sul, a agenda consolidou um movimento de reconhecimento das nossas raízes e de fortalecimento dos eventos culturais como vetor de desenvolvimento econômico e social.
O que definiu a política da Serra em 2025?
A política da Serra em 2025 foi marcada pela busca de soluções diante de desafios como os impactos dos eventos climáticos, a necessidade de infraestrutura segura e a defesa do setor produtivo, aliadas à valorização da identidade regional e à capacidade de união. Atuamos para garantia de recursos para investimentos em infraestrutura na região, com muita articulação e diálogo, bem como a busca permanente pela melhoria do atendimento do contrato do bloco 3 das concessões rodoviárias. O ano também destacou a valorização da trajetória histórica da região, especialmente nas celebrações dos 150 anos da imigração italiana, que ajudaram a fortalecer os laços históricos, culturais e comunitários da Serra.
Qual o maior desafio a ser solucionado pelo mandato na Serra em 2026?
O maior desafio em 2026 é garantir competitividade e proteção ao setor produtivo da Serra, especialmente à vitivinicultura, diante de um cenário econômico e comercial cada vez mais desafiador. Ao mesmo tempo, seguiremos atentos a outras frentes igualmente relevantes, como infraestrutura, prevenção a eventos climáticos e desburocratização. No caso da uva e do vinho, a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia exige atenção. Na Europa, o vinho é reconhecido como alimento e patrimônio cultural, recebendo incentivos, proteção e políticas públicas. A redução das tarifas para a importação de vinhos dos países europeus, enquanto o governo da União mantiver as altas tarifas locais, pode impactar milhares de famílias gaúchas. O problema não é a concorrência, mas o tratamento desigual ao vinho brasileiro. Vamos acompanhar o tema de perto, levar o debate a Brasília e lutar por competitividade, justiça tributária e respeito aos nossos produtores.






