
A jornalista Renata Oliveira Silva colabora com o colunista André Fiedler, titular deste espaço.
A coluna inicia nesta segunda-feira (12) uma série de entrevistas com todos os deputados estaduais e federais da Serra para um balanço de 2025 e uma projeção para 2026. Começamos com o deputado estadual Carlos Búrigo (MDB), que tem base eleitoral em Caxias do Sul. Confira:
O que considera o principal destaque do mandato em 2025?
A aprovação da lei que dispensa a silvicultura (florestas plantadas) do licenciamento ambiental foi o grande destaque do mandato em 2025. Após quase duas décadas de entraves, promovemos a modernização da legislação, a desburocratização dos processos e o alinhamento do Rio Grande do Sul às normas federais. Com isso, garantimos segurança jurídica ao setor de base florestal e criamos condições para a retomada dos investimentos, fazendo com que a implantação de florestas no RS não precise mais de licença ambiental e, sim, de um cadastro para planejamento dos arranjos produtivos do setor da silvicultura do Estado.
Somada ao novo Zoneamento Ambiental da Silvicultura, construído com a atuação decisiva da Frente Parlamentar da Silvicultura, que presido na Assembleia Legislativa, essa conquista inaugura um novo ciclo de desenvolvimento para diversos municípios do RS, impulsionando a economia regional com responsabilidade ambiental. O RS, que já é um polo moveleiro, consolida-se também como polo produtivo de celulose, especialmente diante do investimento histórico da CMPC, o maior aporte privado da nossa história. São exemplos de setores que dependem dessa matéria-prima para sua produção.
O que definiu a política da Serra em 2025?
A região, assim como o Estado e o país, viveu em 2025 um cenário típico de um ano pós-eleições municipais. Enquanto parte dos prefeitos deu continuidade aos mandatos, outros enfrentaram o desafio do primeiro ano de gestão. O mesmo ocorreu nos legislativos, com vereadores cobrados por resultados concretos pelas comunidades.
Em todos os casos, o principal desafio foi ampliar a capacidade de entrega diante das limitações de um pacto federativo injusto, que concentra recursos em Brasília e enfraquece os municípios, onde a vida acontece.
Nesse contexto, nosso gabinete esteve ao lado de prefeitos e vereadores em um período decisivo, atuando com diálogo, articulação e parceria. Como resultado, foram viabilizados dezenas de projetos com recursos do governo do Estado para os municípios da região, uma atuação consistente que seguirá firme em 2026.
Qual o maior desafio a ser solucionado pelo mandato na Serra em 2026?
Em 2026, acredito que o mandato poderá contribuir de forma direta, em articulação com o governo do Estado para o início das obras de requalificação total da Rota do Sol, um investimento estruturante que ultrapassa R$ 400 milhões já previstos no orçamento.
Da mesma forma, trabalharemos com a prefeitura, o Estado e a União para viabilizar o início das obras de implantação do Aeroporto Regional da Serra Gaúcha, em Vila Oliva, outro projeto estratégico com grande potencial de gerar desenvolvimento, emprego e oportunidades para toda a região.
Na agricultura, permanece o nosso trabalho em defesa dos produtores dos campos de altitude, penalizados com interpretações equivocadas da legislação. Além dessas iniciativas de grande porte, seguiremos atuando para encaminhar e viabilizar uma série de projetos de menor porte nos municípios da Serra, buscando soluções concretas para transformar demandas locais em realizações efetivas.





