
A prefeitura de Caxias falhou em não consultar os órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico antes de instalar o túnel de led na Avenida Júlio de Castilhos. Tivesse cumprido essa etapa, situações questionadas agora, como o desalinhamento de postes, poderia ter sido evitada e evitaria outros custos. O projeto poderia ter sido aprimorado e não resultaria na recomendação de retirada encaminhada pelo Ministério Público (MP).
Também há apontamentos pertinentes no estudo encomendado pelo MP, como uma possível dificuldade de combate a um eventual incêndio, inclusive com escada retrátil, nas quadras onde há o túnel.
É inegável, porém, que a atração trouxe benefícios ao Centro e à cidade. Agradou uma parcela enorme dos caxienses e visitantes, levando milhares de pessoas às ruas à noite. Não é pouco, considerando o hábito da população. Muitos talvez sequer considerassem circular pelo patrimônio histórico da Júlio se não houvesse o túnel.
Diante disso, é questionável a opção pela retirada completa da estrutura. Melhor solução seria modificar o projeto com o objetivo de se reduzir o impacto no patrimônio, mas manter o conceito que deu vida ao Centro. O problema está muito mais durante o dia do que à noite, mas quem sabe uma iluminação cênica nos prédios históricos à noite não possa ajudar nessa valorização?
Pergunta...
Concessionárias de energia e telefonia não deveriam também ter aprovação dos órgãos de patrimônio histórico para a instalação das redes na Júlio?



