
A coluna traz a sexta entrevista da série em que os vereadores de Caxias do Sul fazem um balanço do ano e apontam as prioridades para 2026. Acompanhe o que disse Cláudio Libardi (PCdoB):
O que considera o principal destaque do primeiro ano de mandato?
Neste primeiro período do mandato, nos dedicamos a analisar como é gasto o orçamento livre do município e entender de que forma os recursos poderiam ser otimizados e melhor aplicados. Pelo volume de dinheiro envolvido, destaco a análise sobre os contratos de aluguéis públicos e sobre a dívida pendente do caso Magnabosco. Em ambos os casos, mais do que analisar o custo, propus alternativas concretas que poupariam milhões aos cofres da prefeitura. No caso do Magnabosco, apenas a mudança do indexador pode reduzir a dívida em R$ 400 milhões.
O que definiu a política de Caxias em 2025?
O que marcou em 2025, lamentavelmente, foi a falta de coragem do governo municipal. Não vemos ousadia para enfrentar grandes problemas, nem competência na gestão pública. Uma cidade como Caxias não pode ser administrada dessa maneira. A bancada do PCdoB é uma oposição propositiva. Mais do que criticar, queremos apontar saídas e construir soluções conjuntas, mas é preciso que o Executivo enfrente o que precisa enfrentar.
Qual o maior desafio a ser solucionado em Caxias em 2026?
Sem dúvidas, a capacidade de investimento do município. Caxias, do tamanho que é e com a relevância que possui, é administrada de forma muito ruim. Faltam investimentos em todas as áreas estratégicas, da saúde à infraestrutura, passando pela educação, habitação, assistência social, etc. Não há o que não apresente problemas graves. O governo pode e deve tomar empréstimos subsidiados pelo BNDES, com taxas baixíssimas, e investir no desenvolvimento de Caxias, mas escolhe não fazê-lo, para o prejuízo da população.


