
A Secretaria da Saúde de Caxias começou a enviar, na semana passada, pacientes para atendimento ambulatorial em municípios da região. O movimento é uma forma de reduzir as filas de espera e ocorre dentro do Programa Assistir, do governo do Estado, que proporciona repasses a unidades de saúde credenciadas pelo programa.
A estimativa é anteder cerca de 200 pacientes por semana pelo modelo. Caxienses que aguardavam por atendimento de oftalmologia na cidade estão sendo encaminhados a Bom Princípio, Nova Prata e Nova Petrópolis. Garibaldi recebe pacientes da área de urologia, e pacientes que aguardam atendimento de dermatologia passarão a ser encaminhados para Gramado.
O envio de pessoas de Caxias a outras cidades para serviços que já são oferecidos na cidade é inédito e será custeado pelo município. Até então, pacientes eram encaminhados apenas a Porto Alegre para atendimentos não oferecidos em Caxias.
— Onde tiver uma vaga, não vamos deixar passar em branco — diz o secretário Rafael Bueno.
Bueno responde a Galafassi
Rafael Bueno respondeu, nesta terça-feira (9), à declaração do secretário de Gestão Estratégica de Finanças, Gilberto Galafassi, de que há uma "indústria" de horas extras, em Caxias. Crítico de Galafassi quando atuava como vereador, Bueno esteve na Câmara para apresentar as ações da pasta.
Entre as medidas, está a realização de mutirão para reduzir a fila de 13 mil ecografias, o que exige o pagamento de jornadas estendidas.
— Ouvi esses dias alguém falando indústria das horas extras. Eu quero dizer que eu montei uma linha de produção na Secretaria da Saúde, na Central de Exames, especificamente no setor de ecografia, e nós estamos montando uma indústria de procedimentos. Nós estamos dando hora extra para os nossos servidores — desafiou Bueno.
O secretário acrescentou ainda que "é mais barato dar hora extra do que ver gente morrendo na fila".
Proibida por decreto
O pano de fundo da declaração de Bueno foi a sabatina a que Galafassi foi submetido na semana passada na Câmara, por convocação dos vereadores.
O secretário disse que até outubro foram desembolsados R$ 60 milhões em horas extras e que a questão era uma "indústria", porque o adicional era concedido para os mesmos servidores.
A concessão de horas extras está proibida por decreto de contenção de gastos de 13 de outubro. Galafassi deixou claro, no entanto, que o adicional segue sendo concedido e é responsabilidade de cada secretário.
Contrapartida de faculdades
A Câmara de Caxias aprovou, nesta terça-feira (9), projeto de lei que autoriza o município a firmar convênio com instituições de Ensino Superior para receber recursos pela utilização da estrutura pública para estágio.
Na prática, as instituições irão fazer melhorias e serviços indicados pelo município como compensação pelo uso da estrutura pública para o estágio de estudantes. Um acordo de R$ 1,6 milhão já foi firmado com a FSG. Considerando as demais instituições, o incremento deve chegar a R$ 6 milhões por ano.
Os vereadores também aprovaram a desapropriação de terrenos em Vila Cristina para a construção da unidade básica de saúde (UBS) do distrito.





