
Precisaram duas catástrofes com um total de 239 mortos — praticamente uma boate Kiss — para as autoridades e a sociedade gaúcha começarem a levar a sério o potencial destrutivo de eventos climáticos e as ferramentas ao alcance para reduzir os impactos.
Felizmente, após a enchente de maio de 2024, ações importantes têm sido tomadas. Listo aqui algumas: reforço do monitoramento meteorológico com a aquisição de radares, implantação de alertas em tempo real, reforço da infraestrutura e criação de centros regionais de Defesa Civil, um deles planejado para Caxias.
São avanços fundamentais, mas faltava o mais importante de todos: o treinamento da população. De que adianta receber um alerta se o cidadão não souber o que fazer com ele?
Esse passo começa a ser dado em Caxias, com os moradores de Galópolis. Neste fim de semana, 25 integrantes do Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil (Nupdec) do bairro passam por um curso com instruções de como proceder em caso de eventos extremos, além de atuar na prevenção, redução de impacto e ações de resposta.
A aula inaugural ocorreu quinta-feira (27). O grupo, criado em julho, vai ser responsável por multiplicar as informações aos vizinhos.
Espera-se que seja o primeiro passo de uma mudança de cultura. Quando há um plano estruturado e a população tem domínio dele, fica menos vulnerável. Do contrário, como vimos, a sobrevivência muitas vezes depende da resposta dos órgãos de resgate ou voluntários — que podem não chegar a tempo — ou a pessoa se coloca em situação de risco por desconhecimento.
O primeiro passo foi dado. Agora é preciso ampliar as ações e fazer com que elas sejam periódicas para que a ideia de prevenção seja introjetada por todos.
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In loco
O secretário da Saúde, Rafael Bueno, tem reservado momentos para acompanhar o trabalho de equipes da pasta, como infectologia e agentes de saúde. Na última sexta-feira (28), Bueno esteve na praça Dante Alighieri para a ação de testes rápidos de HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
A ação foi alusiva ao Dezembro Vermelho, de combate ao HIV, e teve parceria com a ONG Construindo a Igualdade e a Cruz Vermelha Brasileira. Foram realizados cerca de 1,4 mil testes. Surpreendeu a equipe a quantidade de resultados positivos, mas o número não foi divulgado.





