
Quatro vereadoras de Caxias divulgaram uma nota conjunta em repúdio à exoneração de uma assessora do ligada ao gabinete do vereador Juliano Valim (PSD). Ela foi uma das denunciantes de um suposto caso de assédio sexual contra o então assessor de bancada do PSD, Luiz Alberto Corrêa Boff, que foi exonerado assim que o caso veio à tona. Desde o episódio, a profissional estava afastada das funções.
A nota diz que "a decisão de exonerá-la em um momento de fragilidade e de necessidade de proteção institucional representa um grave retrocesso". Acrescenta ainda que "nenhuma mulher pode ser penalizada por buscar proteção, por relatar sofrimento ou por exigir que a lei seja cumprida".
O texto é assinado pelas vereadoras Rose Frigeri (PT), Andressa Marques (PCdoB), Estela Balardin (PT) e Marisol Santos (PSDB).
Livre escolha
À coluna, o vereador Juliano Valim disse que os cargos de assessoria são de livre nomeação e exoneração e que o desligamento da assessora não teve relação com a situação envolvendo Luiz Alberto Corrêa Boff.
O vereador diz ainda não ter outra opção diante das inúmeras demandas que chegam ao gabinete e da ausência de informação quanto ao retorno da profissional.
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Bate-boca
A reunião realizada nesta segunda-feira (1) do para tratar das subcontratações de profissionais por parte do Instituto Ideas para as UPAs de Caxias foi marcada por intenso bate-boca entre os vereadores Rose Frigeri (PT), Estela Balardin (PT), Capitão Ramon (PL) e Daiane Mello (PL).
O motivo foram discordâncias relacionadas à demanda dos profissionais, que defendem o modelo de contratação como "sócios cotistas", mas que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou ser irregular.
Defesa
O senador Luiz Carlos Heinze (PP) aproveitou a reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio de Serviços (CIC) de Caxias nesta segunda-feira (1) para dizer que a prisão do aliado Jair Bolsonaro (PL) ocorre por motivos políticos.
Heinze disse que o ex-presidente "está preso porque ganha a eleição no ano que vem". A plateia não reagiu às declarações.
Ainda as declarações de Fantinel
As declarações do vereador Sandro Fantinel (PL) na semana passada de que "a lei Maria da Penha só seria boa se todas as mulheres fossem santas" segue repercutindo na Câmara de Caxias. O tema foi levantado na sessão desta terça-feira pela vereadora Andressa Marques (PCdoB).
A parlamentar listou os casos de violência contra a mulher no país nos últimos dias. Ela também acrescentou que "ninguém está dizendo que as mulheres são santas e que os homens são demônios. O que nós estamos falando é que nós precisamos construir uma sociedade livre de violência".





