
A jornalista Renata Oliveira Silva colabora com o colunista André Fiedler, titular deste espaço.
Os vereadores da Câmara de Caxias do Sul votaram pela não admissibilidade do pedido de cassação do vereador Hiago Morandi (PL). A votação foi na manhã desta quinta-feira (13). O documento foi protocolado na Casa pelo servidor da secretaria de Obras, Valdonir Rech, que alegou que Hiago teria proferido discurso de ódio contra ele durante uma sessão do dia 2 de outubro.
O vereador Cláudio Libardi (PCdoB) reforçou que a questão abordada pelo denunciante deveria ser tratada na esfera penal, não pela Câmara.
— A bancada do PCdoB vota não, não por entender que o fato deixa de ser grave, longe disso. Nós votamos não porque nós temos que reconhecer as competências legislativas e a competência legislativa é cassar ou não o mandato do vereador por um ato inerente ao mandato. Se o vereador Hiago brigou com os envolvidos, não tem nada a ver com a Câmara — disse Libardi.
O vereador Edson da Rosa (Republicanos) também se manifestou contrário ao pedido e reforçou que a discussão de admissibilidade do pedido é "uma perda de tempo", mas frisou como a ação deve servir de alerta aos colegas.
— Voto contrário, mas conclamo aqui que nós também tenhamos noção que representamos o nosso município. Todos somos autoridades e pela nossa postura, seremos cobrados e aí nós perdemos tempo analisando uma coisa que não vai a lugar nenhum. Mas peço que cada pedido de impechment que nós não admitimos, cause uma reflexão, principalmente na nossa conduta individual — destacou.
Além disso, a vereadora Rose Frigeri (PT), apesar de votar contrária ao aceite do documento, pediu que os colegas tratem os servidores com mais respeito, mesmo durante seu trabalho de fiscalização.
Com isso, a discussão sobre a "banalização" das solicitações de cassação na Casa voltou à tona, mas os parlamentares alegaram que já trabalham na comissão do Regimento Interno para modificarem o formato de protocolo.
Após todas as manifestações, o sexto pedido de cassação do vereador Hiago Morandi foi rejeitado por unanimidade dos votos, sendo arquivado.






