
A jornalista Renata Oliveira Silva colabora com o colunista André Fiedler, titular deste espaço.
A repercussão negativa provocada pela fala do secretário de Gestão e Finanças de Caxias do Sul, Gilberto Galafassi, sobre o "excesso de assistencialismo na cidade" fez com que ele se negasse a conceder entrevistas. Após o comentário, ficou sabendo que será denunciado no Ministério Público por "xenofobia" pela bancada do PCdoB.
A informação sobre o silenciamento do titular da pasta foi dada ao ser procurado para detalhar investimentos na saúde no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) — já que o secretário e a secretária adjunta se exoneraram da pasta da Saúde e o novo titular, Rafael Bueno, só assume na próxima segunda-feira (6).
Galafassi diz ter sido orientado pelo advogado "a não gravar mais entrevistas com a imprensa" e frisou que não trataria sobre questões da saúde sem antes conversar com Bueno. Além disso, destacou que "não imaginava que falar a verdade, trazer à tona aquilo que é a realidade, pudesse causar um transtorno do tamanho que está me causando".
A "verdade" em que se referiu foi sua relação do aumento da imigração ao assistencialismo oferecido na cidade em entrevista ao Pioneiro no dia 24 de setembro. Segundo ele, os serviços disponíveis atraem pessoas em busca de apoio, como abrigo, alimentação e atendimento social. Para o secretário, os imigrantes escolhem cidades onde há estrutura de assistência, e não locais sem suporte.
De acordo com o vereador Claudio Libardi, vice-líder da bancada do PCdoB na Câmara, a denúncia ainda não foi encaminhada ao MP, mas deve ocorrer na segunda-feira (6).






