
A Câmara de Caxias aprovou por unanimidade a criação de cinco cargos para a operação do sinal aberto da TV do Legislativo. A votação ocorreu em sessão extraordinária nesta quinta-feira (3) com voto favorável de todos os vereadores presentes. O vereador Pedro Rodrigues (PL) não votou e o vereador Rafael Bueno (PDT) não participou da sessão por questões de saúde.
Durante a discussão, apenas a vereadora Marisol Santos (PSDB) e o presidente da Casa, Lucas Caregnato (PT), pediram a palavra. Ambos defenderam a criação dos cargos. Marisol, defendeu, porém, que as contratações ocorram apenas quando o sinal aberto tiver condições de ser implantado. Já Caregnato disse que as funções são cargos em comissão (CC) porque o concurso vigente e o planejado para ocorrer em breve não preveem contratação de jornalistas.
O projeto da Mesa Diretora prevê o incremento de quatro funções de assessor político (CC 6) e uma de assessor técnico (CC 8). Conforme o Portal da Transparência, o cargo de CC 6 tem salário de R$ 6.695, enquanto o CC 8, que deve assumir função de coordenação, terá vencimentos na faixa de R$ R$ 12.575.
Sinalizações
Depois de virem a público resistências internas pela implantação de um campus em Caxias do Sul, a reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) tem se empenhado em garantir que não haja entraves no processo. A visita do vice-reitor Pedro Costa ao Campus 8, nesta quinta-feira (3), é um exemplo.
Além da presença da instituição mais uma vez em Caxias e das conversas a respeito da compra do prédio da Universidade de Caxias do Sul, a declaração de que os cursos oferecidos serão definidos até setembro é uma sinalização de que o assunto segue na agenda.
Em reunião com a vereadora Rose Frigeri (PT) na última terça-feira (1), a reitora Marcia Barbosa disse que o estudo de perfil e demandas já foi concluído e o projeto deve ser submetido ao Conselho Universitário até o fim de agosto. Ela também afirmou que os recursos para implantação estão garantidos.
Operação bem-sucedida
Foi considerada bem-sucedida a operação de transporte da locomotiva posicionada nesta quinta-feira (3) na Estação Férrea de Caxias. O deslocamento começou às 6h30min, na sede da Ulbra, em Canoas, e o maquinário chegou ao local definitivo pouco antes do meio-dia.
O município era responsável por arcar com prejuízos que ocorressem ao campus da universidade na remoção do maquinário. Em março, a Câmara aprovou a destinação de até R$ 500 mil para os reparos, o que inflamou o debate sobre a utilidade da locomotiva.
O secretário-adjunto do Planejamento e Parcerias Estratégicas, Antônio Feldmann, porém, diz que os danos "foram mínimos":
— Estamos fazendo levantamento agora e orçamentos, mas valor necessário para fazer reparos certamente é muito inferior ao que foi aprovado pela Câmara.
Assim como a locomotiva, o transporte foi doado ao município. Os responsáveis foram as empresas Guinchos Vanin e Irapuru, e o empresário Edson Tomiello.
Tecnologia na saúde

O presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Caxias, vereador Rafael Bueno (PDT), esteve em Vitória (ES) para conhecer a estrutura de saúde da capital Capixaba. A cidade foi considerada pelo segundo ano consecutivo a líder nacional em acesso à saúde.
Entre os pontos destacados por Bueno está a gestão tecnológica, que recebeu cerca de R$ 50 milhões de investimento nos últimos quatro anos. Um dos destaques é o Painel de Medicamentos, que permite consultar a disponibilidade de remédios em tempo real em todas as unidades básicas de saúde (UBS). As unidades contam ainda com totens de autoatendimento, que permitem agendamentos e também ao paciente informar que chegou para a consulta sem passar pela recepção.
A agenda também teve visita no Centro de Referência de Atendimento ao Idoso (CRAI) de Vitória. Bueno tem articulado a implantação de unidade semelhante em Caxias.



