
Assinado de forma emergencial em junho, o contrato entre o município de Caxias do Sul e a Associação Mão Amiga, para gestão das UPAs da cidade, passa por uma reavaliação. O acordo termina em 9 de setembro e, segundo o secretário da Saúde, Rafael Bueno, a renovação não será automática, pois a pasta está conduzindo uma análise da situação.
A Associação Mão Amiga segue como uma das alternativas, podendo ter uma renovação por 90 dias ou mesmo um novo contrato, sem limite de tempo. No entanto, o secretário revela que também é considerada uma terceirização com outra entidade caxiense com experiência na área de saúde.
— Pode ser com o Mão Amiga e pode não ser, e a gente ter uma outra empresa. Tudo pode acontecer. Eu acho que até segunda-feira a gente já divulga alguma coisa. O que eu posso falar é que, se não for com o Mão Amiga, a gente está avaliando outros gestores de Caxias do Sul. São pessoas com expertise na área da saúde na cidade — informa Bueno.
O secretário não cita nomes, mas instituições como a UCS e o Hospital Virvi Ramos são cogitadas como alternativas para assumir as UPAs. E apesar de não confirmar a continuidade do acordo com a Associação Mão Amiga, ele faz uma avaliação bastante positiva do trabalho feito pela entidade:
— Está muito bom. Eles trouxeram a paz para os trabalhadores e nos ajudaram no momento mais frágil que estávamos vivendo. Estão pagando em dia e trazendo um trabalho humanizado aos trabalhadores e o frei Jaime tem estado presente. É claro que tem questões de infraestrutura que precisam melhorar, mas o básico, que é os trabalhadores receberem os salários e prestarem um bom atendimento, está sendo cumprido. É uma parceria que tem dado bom resultado.
A Associação Mão Amiga assumiu após dificuldades na gestão feita pelo Instituto Ideas, cujas irregularidades estavam sendo apontadas desde janeiro, culminando com o rompimento no contrato. Entre os problemas estavam o não pagamento a fornecedores e atraso no salário de médicos e enfermeiros, situações que resultavam em mau atendimento ao público.
Mensalmente, a associação recebe R$ 3,4 milhões para a administração da UPA Central e R$ 2,5 milhões pela UPA Zona Norte.





