
Gilberto Galafassi não é mais o secretário de Gestão e Finanças de Caxias do Sul. Ele deixou o cargo nesta sexta-feira (27), após conversa com o prefeito Adiló Didomenico, onde as partes acordaram que a saída era o melhor caminho.
A situação de Galafassi se complicou a partir da notícia de que Caxias do Sul havia perdido a capacidade de emitir a Certidão CHE (Cadastro de Habilitados do Estado), da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul (Sefaz RS). Essa situação ocorreu devido a um apontamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que constatou uma inconformidade, ainda não conhecida, no cumprimento da Lei Complementar 101/2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) durante o exercício de 2025.
Esse certificado é necessário para a renovação e execução de novos convênios, e a ausência dele coloca em risco a recepção de recursos pela prefeitura de Caxias neste tipo de operação. Em contato com a coluna neste sábado (28), Galafassi confirmou a saída e disse que permanecerá em silêncio. Ele ainda informou que pretende se dedicar aos Caminhos de Caravaggio.
A passagem de Galafassi pela secretaria, iniciada em maio do ano passado, foi marcada por polêmicas. Em setembro, durante audiência pública sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), ele declarou que o aumento de gastos públicos em Caxias se devia ao aumento da imigração, que demandava os serviços de saúde e educação. A declaração foi classificada como preconceituosa e xenófoba por diversos setores, incluindo a bancada do PCdoB, que encaminhou uma denúncia ao Ministério Público (MP).
Já em dezembro, ao comentar o gasto de R$ 60 milhões da prefeitura em horas extras até o mês de outubro, ele reiterou a necessidade de regular melhor a questão e classificou a prática como uma "indústria".
Ainda não está confirmado quem será o substituto de Galafassi na Secretaria de Gestão e Finanças. O nome deve ser definido na reforma do secretariado que vai ocorrer na próxima semana, que ocorrerá por conta de movimentações relacionadas às eleições de outubro.

