A RS‑324, no trecho de 20 quilômetros entre Passo Fundo e Marau acumula problemas de conservação e de segurança aos motoristas, no norte do Estado. A vegetação alta e a má sinalização estão entre as dificuldades enfrentadas no trecho.
Com tráfego intenso, a rodovia liga a região à Serra e concentra circulação intensa de trabalhadores e do transporte da produção local. Em alguns pontos, o mato invade o acostamento e em outros, avança sobre a pista.
— A gente não sabe o que vai ter na frente, o mato tapa tudo — afirma o lavador e borracheiro Fabian Hepp, que trabalha em um estabelecimento às margens da rodovia.
A rodovia, com histórico de acidentes, não tem acostamento e exige atenção redobrada dos motoristas. A sinalização também tem problemas, com a maioria das placas encoberta pela vegetação, enquanto outras estão danificadas ou caídas.
— Muito ruim esse trecho, tem pouca sinalização, buraqueira. Está na hora de trocar esse asfalto — defende o caminhoneiro Edson Domingos dos Santos.
Manutenção prevista
Procurado pela reportagem o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER) informou que equipes devem realizar roçada na rodovia até o fim do mês.
O órgão também afirmou que monitora as condições do pavimento, realiza reparos emergenciais e deve executar operação de tapa-buracos. Ainda segundo a autarquia, as placas de sinalização serão recuperadas.
Acidentes em 2025
A RS-324 foi a rodovia estadual com o maior número de acidentes na região de Passo Fundo em 2025. Ao todo, foram 209 ocorrências atendidas entre 1° de janeiro e 29 de dezembro, segundo dados referentes ao Pelotão Rodoviário de Passo Fundo, do 1º Batalhão Rodoviário da Brigada Militar (BRBM).
A estrada tem cerca de 300 quilômetros e vai de Iraí, no norte do Estado, até Nova Prata, na Serra, passando por cidades como Passo Fundo e Marau — o trecho é, inclusive, um dos mais movimentados da via, utilizado diariamente por centenas de trabalhadores.



