
Moradores de Tapejara e Água Santa, no norte do Estado, chamam a RS-428 de "rodovia esquecida". Apesar de ser uma ligação importante entre os dois municípios, o projeto de asfaltamento ainda não foi concretizado.
Empresário e morador de Água Santa, Gabriel de Oliveira aproveitou a presença do governador na região há algumas semanas para chamar a atenção para a rodovia. O vídeo que ele publicou teve mais de 50 mil acessos nas redes sociais.
— A situação é precária e, mesmo com movimento constante, a rodovia nunca foi asfaltada. Só não é pior porque os dois municípios vizinhos fazem a manutenção básica. É um sentimento de abandono que fez o trecho ficar conhecido como a rodovia esquecida. Até a placa que identifica a RS está jogada no mato — relata.
Com pouco mais de 10 quilômetros, o trecho é importante para os municípios, pois por ele transitam caminhões que atendem cooperativas e indústrias, além de motoristas que se deslocam a trabalho. A precariedade da estrada é evidenciada pela poeira constante.
A expectativa da comunidade é que o trecho receba o mesmo investimento da estrada vizinha, a RS-430, que liga Tapejara a Charrua e foi recém-inaugurada. Ambas as obras faziam parte do projeto "Asfalto Urgente, a Região Não Pode Parar".
A iniciativa regional lançada 16 anos atrás envolvia cinco municípios. Dos trechos priorizados, dois ainda não foram pavimentados.
Segundo o prefeito de Tapejara, Evanir Wolff, o projeto de engenharia, que levou 15 anos para ficar pronto, foi finalmente concluído.
— São menos de 10 quilômetros de trecho, sem muita infraestrutura, com um custo que talvez não seja tão elevado e com previsão de 12 meses de execução, o que permitiria uma entrega rápida — pontua.
Além da logística regional, a pavimentação do trecho também serviria como corredor para quem se desloca para a Serra e a Região Metropolitana.
— É uma obra social, mas também uma obra de desenvolvimento, que gera riqueza e une regiões. Vamos imaginar o centro do país passando por Erechim, Charrua, Tapejara, Água Santa, chegando a Casca, à Serra Gaúcha e à Região Metropolitana — destaca o prefeito de Água Santa, Juliano Favretto.
Conforme os gestores, a obra também seria mais um atrativo para a instalação de novas indústrias na região. Já entre os motoristas, a pavimentação contribuiria para a redução do custo de manutenção dos veículos que transitam diariamente pela via.
Procurado, o Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer) informou que o projeto está em fase de conclusão. No início de 2026, após a finalização, o órgão avaliará junto ao governo estadual a possibilidade de licitação da obra.
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