
Após dois dias de julgamento, três homens foram condenados pelo assassinato de Anderson Dias Barros, de 32 anos, em Passo Fundo, no Norte do Estado. Ao todo, cinco homens eram acusados por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O júri decidiu pela absolvição de Rudi da Silva Robaldo, 43 anos, e Thálysson Celestino da Silva, 25 anos.
Os demais réus foram condenados pelo júri. Renato Rodrigues Santana, 24 anos, foi condenado a 10 anos e oito meses de reclusão; Dionatan Ely Oliveira, de 37 anos, a 21 anos de reclusão; e Evandro Nascimento de Oliveira, 36 anos, a 18 anos e oito meses de reclusão.
Renato Santana irá cumprir a pena no Estado do Tocantins, onde reside. Os demais devem permanecer no Presídio Regional de Passo Fundo, onde já estavam recolhidos. O regime inicial de cumprimento da pena foi fixado como fechado.
O julgamento se iniciou na segunda-feira (14), às 9h, e seguiu até as 22h da terça-feira (15), no plenário do Tribunal do Júri da Comarca de Passo Fundo. A sessão foi presidida pelo juiz Diogo de Souza Mazzucatto Esteves. As defesas dos acusados ainda podem recorrer da decisão.
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) afirma que respeita a decisão soberana do Conselho de Sentença e que fará a análise técnica da sentença e dos registros do julgamento antes do fim do prazo legal para apresentação de recurso.
O órgão ainda informou que requereu, junto à Defensoria Pública, a absolvição de um dos réus, o que foi acatado pelo júri.
Defesas
A defesa de Renato Rodrigues Santana afirma que o réu realizou uma colaboração premiada em relação aos mandantes do crime. Os advogados consideram que a tese foi acolhida pelos jurados e não devem recorrer.
A defesa de Dionatan Ely Oliveira não quis se manifestar.
Quanto à condenação de Evandro Nascimento de Oliveira, a Defensoria Pública informou que irá se manifestar apenas nos autos do processo.
A defesa de Rudi da Silva Robaldo, absolvido no julgamento, afirma que considera a decisão acertada.
Quanto à defesa de Thálysson Celestino da Silva, a Defensoria Público informou que, durante toda a instrução, sustentou que o réu não participou do fato, tese acatada com a absolvição em plenário. O órgão ainda aponta que o pedido de absolvição também foi apresentado pelo Ministério Público.
Relembre o caso
Anderson Dias Barros foi morto com sete tiros em 21 de agosto de 2024, em Passo Fundo. De acordo com informações divulgadas na época do crime pela Brigada Militar (BM), ele foi executado dentro de casa, na Rua Pedro Lessa, no bairro Operária.
A vítima estaria dormindo quando foi atingida nas costas e nádegas pelos disparos de arma de fogo. Ainda conforme a BM, Barros tinha antecedentes por porte ilegal, tráfico de drogas e receptação de veículo, e estava em prisão domiciliar.

