Gabriel dos Santos Formagini foi condenado, nesta terça-feira (11), a 32 anos de prisão em regime fechado pelo feminicídio de Cintia Mara Rodrigues Seixas, 21 anos, em Marau, no norte do Estado. O réu era companheiro da vítima, encontrada morta em uma área de matagal no interior do município, em março de 2025.
O julgamento pelo Tribunal do Júri começou na manhã desta terça-feira e foi encerrado no início da tarde, na sede local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
De acordo com o Tribunal de Justiça, a pena foi agravada pelo emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo o promotor de Justiça Bruno Bonamente, responsável pelo caso, o réu e a vítima eram namorados e tinham histórico de brigas. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o réu a agrediu intensamente, especialmente na região da face e da cabeça. Ele teria deixado a mulher agonizando no chuveiro enquanto conversava com outro homem à porta. Depois disso, teria voltado e desferido três golpes de faca no pescoço da mulher.
O réu permaneceu preso preventivamente no decorrer do processo no Presídio Regional de Passo Fundo. A partir da sentença, foi determinada a execução provisória da pena.
A sessão de julgamento foi presidida pela juíza Margot Cristina Agostini, da 1ª Vara Judicial da Comarca de Marau.
A defesa do réu, realizada pela Defensoria Pública do Estado, ainda pode recorrer da decisão. A reportagem entrou em contato com a Defensoria Pública, responsável pela defesa do agora condenado. O órgão afirma que ainda não avaliou se irá recorrer da decisão e que, se houver recurso, será para analisar a pena.
Relembre o caso
O corpo de Cintia Mara Rodrigues Seixas foi encontrado na Linha 25, em uma área de matagal no interior de Marau, na noite de 18 de março de 2025.
Segundo informações da Polícia Civil, Cintia tinha desaparecido quatro dias antes, após um desentendimento com o companheiro, que teria confessado o crime. Eles tinham ido morar juntos no dia do assassinato.

