
Amigos e familiares lembram de Glória Werkhausen, 43 anos, como uma pessoa alegre, leal e companheira. A professora foi encontrada morta após um incêndio atingir a casa onde morava, em Constantina, no norte do Estado, no domingo (12).
— Era uma pessoa alegre, batalhadora. Amava a profissão dela. Gostava muito de dançar, de se divertir, estava sempre de bom humor. Não tinha nenhum problema que deixasse ela para baixo — disse a irmã de Glória, Glaucia Werkhausen, emocionada.
Para as amigas, Alexandra Rissoto e Cristina Borth, a vítima era a pessoa com quem sempre podiam contar:
— Quem conviveu com a Glória, por pouco ou por muito tempo, nunca vai esquecer dela. O sorriso dela, a força e a vontade de viver eram marcantes. Ela era uma pessoa extraordinária, tinha um brilho único e vai deixar um legado muito bonito.
Querida pela comunidade
Glaucia e Cristina afirmam que Glória exercia sua profissão de professora com carinho e tratava alunos como se fossem filhos. A vítima trabalhava na educação infantil do município.
— Ela escolheu ser professora com o coração. Ela cuidava de cada uma com muito amor e carinho. Como diretora da Emei Primeiros Passos, acolhia crianças, pais e professores e fazia a diferença pela forma como liderava — relatou Cristina.
Em nota publicada nas redes sociais, a Secretaria Municipal de Educação de Constantina se solidarizou com a morte da funcionária:
A vítima foi homenageada nesta segunda-feira (13), às 11h, na Capela Mortuária de Constantina. Às 16h30min, o corpo foi transladado para a Igreja Luterana de Novo Xingu, onde será velado, e, em seguida, será sepultado no cemitério do município. Glória deixa dois filhos.
Entenda o caso

Glória foi encontrada morta após o Corpo de Bombeiros atender uma ocorrência de incêndio durante a noite de domingo (12), na residência da vítima, localizada no bairro Florestal.
Segundo a Polícia Civil, o incêndio se concentrou predominantemente próximo ao local onde o corpo foi encontrado.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Cristiano De Bone, Glória tinha sinais de esganadura no pescoço e um cabo foi encontrado enrolado no seu pescoço, o que descartou a hipótese de suicídio.
A Polícia Civil ainda não tem suspeitos e agora ouve pessoas próximas à professora para esclarecer a motivação do crime. O caso é investigado como homicídio.



