Um imóvel em Cruz Alta, e mais outros 12 espalhados por Santa Catarina e Rio Grande do Sul, avaliados em R$ 7,5 milhões, foram sequestrados nesta quarta-feira (15) na operação que investiga uma organização criminosa de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
O grupo mandava drogas à região de Cruz Alta e ocultava a origem do dinheiro com a utilização de laranjas, empresas de fachada e pagamentos fracionados em espécie.
Segundo o delegado Ricardo Drum Rodrigues, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de Cruz Alta, os imóveis são do líder do grupo, que teve o sequestro de bens determinado pela Justiça após a investigação apontar um patrimônio incompatível com rendimentos lícitos:
— Futuramente a ideia é pedir alienação antecipada, para que ao final do processo esse valor possa ser revertido no combate ao crime. Temos agora o objetivo de comprovar que esses imóveis eram realmente dele, embora estivessem em nome de laranja.
Além do sequestro dos bens, nesta segunda fase da Operação Remap, seis mandados de busca e apreensão foram executados em Horizontina e Cruz Alta. Outros seis foram cumpridos no Estado de Santa Catarina.
De acordo com a Polícia Civil, o sequestro desses bens é fundamental para desarticular a estrutura do grupo.
“A estratégia é a asfixia financeira. Mais do que a repressão direta, retirar o poder econômico enfraquece a hierarquia e a atuação dessas organizações”, reforçou a instituição em nota.
Integração Nacional
A Operação REMAP faz parte de uma mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A rede articula unidades especializadas de todo o país contra o crime organizado.
Durante a primeira fase da operação, em abril de 2025, 18 pessoas foram presas, incluindo o líder da organização. Dessas, 12 foram detidas em Cruz Alta.
