
Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul, fechou 2025 com os menores registros de furtos e roubos da última década. O destaque é a drástica redução nos roubos a estabelecimentos comerciais ou de ensino, que caíram de 331 ocorrências em 2015 para apenas 25 no ano passado, representando uma queda de 92%.
Os dados são compilados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-RS), em conjunto com o acompanhamento da Brigada Militar.
Outros crimes que atingiram os menores índices em dez anos incluem roubos a pedestres, com uma redução de 77% (de 699 para 159 ocorrências), e furtos em residências, que diminuíram 58% (de 561 para 235 no período). Furtos qualificados e roubos e furtos de veículos também apresentaram quedas significativas (veja no gráfico abaixo).
Para o tenente-coronel Marcelo Scapin Rovani, comandante do 3º Regimento de Polícia Montada (3º RPMon), esses números são resultado de ações ostensivas focadas no combate aos crimes.
— Para o decréscimo das ocorrências de crimes patrimoniais, de furtos e roubos, foram aplicadas algumas estratégias, principalmente na área central, visando comércio e roubo de pedestres. Eram crimes que estavam baixos, mas que reduzimos mais — comemorou.
A cidade também registrou uma queda nos homicídios em comparação aos últimos três anos. Foram 32 ocorrências em 2025, ante 45 em 2024 e 46 em 2023.
Essa redução, segundo a delegada Daniela Minetto, responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), reflete uma mudança no perfil dos crimes.
— Observamos essa redução da motivação ligada ao tráfico de drogas, e mais crimes motivados por razão passional, como desentendimentos e brigas. Para nós, a elucidação fica mais viável, mostra que essa violência de organização criminosa foi reduzida, o que é importante para nós — destaca.
Estelionatos em alta
Em contrapartida, os casos de estelionato crescem exponencialmente em Passo Fundo, impulsionados por fraudes digitais e golpes tecnológicos. Comparando a última década, os números aumentaram mais de cinco vezes, passando de 373 em 2015 para 2.089 em 2025.
Para este ano, o objetivo das forças de segurança é manter a estabilidade criminal, com foco no controle de organizações criminosas e no combate aos crimes tecnológicos, como os estelionatos que se propagam digitalmente.
— São crimes que cresceram principalmente depois da pandemia. São praticados digitais, silenciosos e sem violência, mas que geram danos às pessoas — pontua Rovani.
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