
Um homem foi condenado a mais de 30 anos de prisão por tentar matar a ex-companheira em Planalto, no norte do Estado. O crime ocorreu em novembro de 2024, e o júri foi realizado na segunda-feira (19).
Na época, o réu — que não teve o nome divulgado — atirou contra uma jovem indígena kaingang, atingindo-a com dois disparos na cabeça. Em razão das lesões, a vítima convive com sequelas neurológicas.
Conforme apontado pelo Ministério Público, o homem surpreendeu a ex-companheira ao abordá-la na saída de uma festa, utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima.
Para a acusação, o homem demonstrou extrema brutalidade e menosprezo à vítima enquanto mulher, além da violência agravada pelo contexto de relacionamento íntimo prévio existente entre o autor e a vítima.
O julgamento também foi marcado pela forte mobilização da comunidade kaingang da Terra Indígena Nonoai, que compareceu ao plenário em manifestação de apoio à jovem.
Mulheres da comunidade organizaram presença coletiva no Tribunal do Júri e garantiram, inclusive, o acompanhamento permanente de dois técnicos de enfermagem durante o depoimento da vítima, que sofre convulsões em situações de estresse emocional.
Além da pena de reclusão, fixada em 30 anos, seis meses e 20 dias, ficou definido que o réu deverá pagar o valor mínimo de R$ 100 mil em indenização pelos danos morais sofridos pela vítima.



