
O Ministério da Justiça autorizou, em portaria publicada na quinta-feira (4), o uso da Força Nacional na Terra Indígena de Ventarra, território de 772 hectares localizado em Erebango, município de 3 mil habitantes do norte gaúcho.
A decisão assinada pelo ministro Ricardo Lewandowski vem na esteira da escalada de conflitos no local. No começo de novembro, dois agricultores foram baleados e uma mulher indígena foi morta em meio à disputa pelo cacicado. Uma operação da Polícia Federal prendeu 11 pessoas envolvidas na onda de violência.
Conforme a portaria, publicada no Diário Oficial da União (leia na íntegra), a Força Nacional de Segurança Pública deve apoiar a Polícia Federal nas "atividades e serviços essenciais à preservação da ordem pública".
Os agentes ficarão na terra indígena por 90 dias, a contar da próxima quarta-feira (10) até o dia 9 de março de 2026. O local é formado majoritariamente por indígenas da etnia caingangue.
Novo conflito
A publicação no Diário Oficial da União vem na esteira de mais um confronto envolvendo indígenas no local, ocorrido na quinta-feira (4). Um homem foi agredido por cerca de 10 pessoas por volta das 20h30min, quando chegava na reserva.
Conforme o Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO Norte), no mesmo dia, horas antes, houve registro de que a vítima das agressões teria disparado com arma de fogo dentro da terra indígena. Ele foi encaminhado ao Hospital São Roque, de Getúlio Vargas, e liberado em seguida.
Na quarta-feira (3), o grupo que teria agredido o homem também teria feito disparos de arma de fogo dentro da reserva. A motivação para os episódios de violência é a liderança do cacicado.




