
Os criminosos envolvidos no sequestro do empresário e vice-prefeito de Não-Me-Toque, Gilson Trennepohl, enviaram áudios e mensagens de texto para a família exigindo um quantia em dinheiro pelo resgate da vítima no sábado (20).
Os pedidos teriam sido feitos pelo próprio celular de Trennepohl por volta do meio-dia. O empresário também teria gravado mensagens que seriam enviadas para exigir o resgate. Nenhum dinheiro foi entregue, mas o valor solicitado teria sido alto. O montante não foi divulgado.
Foi somente por volta das 10h do sábado (20) que os criminosos saíram da residência com o empresário, usando o próprio carro da vítima. O veículo foi abandonado na Rua Padre Champagnat, no bairro Lucas Araújo.
— Nesse local, descobrimos a vinculação de outros carros: a Duster, que foi queimada posteriormente, e um Chevrolet Ônix onde uma pessoa foi presa — afirma o delegado João Paulo de Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Um homem de 20 anos foi preso em flagrante e deve responder pelo crime de extorsão mediante sequestro. Na tarde desta segunda-feira (22), um segundo suspeito foi preso pela polícia em Não-Me-Toque.
Conforme o delegado, o cativeiro foi localizado através do contato de moradores de Marau, no norte do Estado, que suspeitaram da atividade em uma casa alugada por plataformas na internet.
Os criminosos conseguiram fugir do local e seguiram para uma área de mata. Ainda conforme a polícia, o grupo continuou usando o celular de Trennepohl, o que auxiliou na delimitação da área do cerco.
Gilson Trennepohl foi sequestrado na madrugada de sábado (20), por volta de 2h30min, ao ser abordado por criminosos em sua residência em Não-Me-Toque, no norte do Estado, após retornar de um show.

O desfecho veio por volta da 1h30min desta segunda (22), após quase 48 horas de sequestro. Um cerco policial resgatou o empresário em uma área densa de mata em Marau, a cerca de cem quilômetros de onde ele havia sido levado.
Trennepohl não tinha ferimentos e passava bem, mas foi encaminhado para atendimento médico no Hospital Cristo Redentor, em Marau, antes de se encontrar com a família.
A ação policial segue com vários cercos pela região, em especial em Marau, ao longo desta segunda-feira (22).

