
Segue nesta sexta-feira (14), a partir das 9h, o júri do triplo homicídio da Cohab no Fórum de Passo Fundo. O primeiro dia de julgamento durou mais de 10 horas e foi encerrado por volta das 22h de quinta-feira (13).
Seis testemunhas foram ouvidas e os réus Fernanda e Claudiomir Rizzotto passaram por interrogatório. Nesta sexta, o julgamento entra na fase de debates. Defesa e acusação terão 2h30min cada, além de mais 2h para réplica e outras 2h para tréplica, podendo totalizar 9h de debates.
A sessão de quinta-feira foi marcada pela confissão de Fernanda, que admitiu ter sido a mandante da morte de Diênifer Padia, de 26 anos. A ré declarou que determinou a execução após descobrir que a jovem mantinha um relacionamento com seu marido, Eleandro Roso.
A acusada alegou, porém, que não mandou os executores matarem as outras duas vítimas — Alessandro dos Santos, 35, e Kétlyn Padia dos Santos, 15, cunhado e sobrinha de Diênifer.
A ré também detalhou que pagou o valor adicional solicitado por Luciano Costa — o Costinha. Segundo Fernanda, os repasses aconteceram em várias parcelas, somando aproximadamente R$ 50 mil.
Relembre o caso
Na noite de 19 de maio de 2020, três pessoas da mesma família foram encontradas mortas dentro de casa, na Rua Ernesto Ferron, bairro Cohab, em Passo Fundo. As vítimas eram Alessandro dos Santos, 35, sua filha Kétlyn Padia dos Santos, 15, e a tia da adolescente, Diênifer Padia, 26.
O alvo do crime era Diênifer, enquanto as outras duas vítimas foram assassinadas como queima de arquivo. Na hora do crime, havia seis pessoas na casa. As três que foram mortas e mais três crianças, filhas de Diênifer.
Na casa dos fundos, estava a esposa de Alessandro. Uma das crianças, de seis anos, foi quem saiu do local, avisou os vizinhos e pediu ajuda.
Quando a polícia chegou à casa, encontrou as três vítimas já sem vida. Elas foram asfixiadas. Os três foram sepultados em 20 de maio daquele ano.
Os autores seriam dois homens que estiveram na casa anteriormente, com o pretexto de ver um móvel que estava à venda. Eles nunca foram identificados.
Em julho daquele ano, a polícia indiciou cinco pessoas. Destas, três foram julgadas e duas condenadas:
- Eleandro Roso, marido de Fernanda, foi julgado em 2022 e condenado a 69 anos e seis meses de reclusão por envolvimento nas mortes.
- Luciano Costa dos Santos passou por dois julgamentos. O primeiro, realizado em 2023, foi anulado por contradições no resultado. O segundo júri aconteceu em setembro deste ano e condenou Costinha a 57 anos de prisão.
- Monalisa Kich, companheira de Luciano à época do crime, também foi julgada em 2023 por envolvimento no crime, mas absolvida.
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