A Polícia Civil concluiu na terça-feira (29) a investigação sobre um professor suspeito de agredir alunos em uma escola de Vila Maria, município de 4,4 mil habitantes do norte gaúcho. Ele foi indiciado por maus-tratos, vias de fato e submeter criança a vexame ou constrangimento.
As vítimas são crianças de nove e 10 anos, todas da mesma instituição municipal. Os episódios teriam acontecido entre 4 e 12 de junho, durante as aulas. Em um dos relatos, a família informou que o profissional teria dado um tapa em um estudante.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Norberto Rodrigues, o homem, que é professor de Educação Física, optou por não se manifestar durante a investigação. O caso agora está em análise no Ministério Público.
— Foram analisadas imagens, onde foram constatadas diversas questões de constrangimento e comportamentos inadequados do professor com as crianças — disse o delegado.
À época do caso, a prefeitura de Vila Maria abriu um processo administrativo-disciplinar (PAD) e afastou o servidor das funções de maneira preventiva. Nesta quarta-feira (30), o Executivo informou que ele segue afastado e o PAD está em andamento. Procurado pela reportagem, o professor disse que prefere não se manifestar sobre o caso.
A reportagem procurou a defesa do professor, representada pelo advogado Cassiano Rizzatto. Em nota, ele informou que não concorda com o resultado do inquérito e que solicitará novas diligências. Leia na íntegra:
"A defesa não concorda com o indiciamento. Tanto as ocorrências policiais quanto o relatório da Autoridade Policial estão afastados da realidade dos fatos. Entendemos que a conclusão do inquérito foi prematura, sem o atendimento de diligências solicitadas pela defesa. Não houve negativa de prestar depoimento, apenas solicitado que o interrogatório fosse realizado após o atendimento das diligências, o que não foi atendido. Ainda que se trate de procedimento inquisitorial o pedido da defesa oportunizaria à própria autoridade policial maiores subsídios para para a conclusão das investigações. O pedido será renovado em juízo, requerendo ao Ministério Público que determine a realização das diligências solicitadas."
Colaborou Felipe Matiasso.
