
A prefeitura de Estação, no norte do RS, suspendeu as aulas das escolas da rede municipal de ensino. Nesta terça-feira (8), ataque a uma escola da cidade matou um aluno e deixou outras duas crianças e uma professora feridas.
"Estamos com toda a nossa equipe mobilizada, prestando apoio e assistência contínua a todas as famílias e à comunidade escolar neste período", diz a nota, publicada no perfil da prefeitura em uma rede social.
A prefeitura de Estação vai abrir, na tarde desta terça-feira, um espaço de acolhimento para a comunidade escolar. O município informou a medida por meio de nota:
"Queridas famílias, a Administração Municipal de Estação informa que, a partir das 14h de hoje, a Casa da Cultura estará de portas abertas para oferecer um espaço de acolhimento a todos os alunos e familiares que necessitarem.
Estamos organizando uma rede de apoio completa, com a disponibilidade de diversos profissionais para oferecer suporte e assistência neste momento."
O Ataque
Na manhã desta terça-feira, o agressor, um adolescente de 16 anos, pediu para entrar na Escola Municipal Maria Nascimento Giacomazzi, para deixar um currículo. Após isso, ele teria agredido com uma faca três crianças e uma professora.
A criança que morreu estudava no terceiro ano do ensino fundamental e foi atingida com cortes na região do tórax. Ela não teve a identidade divulgada até o momento.
Os alunos feridos são atendidos no Hospital São Roque, de Getúlio Vargas. Uma professora também ficou ferida e foi encaminhada ao Hospital Santa Terezinha, em Erechim. Apesar dos ferimentos, eles não correm risco de morte.
Em entrevista ao programa Timelime da Rádio Gaúcha, o prefeito Geverson Zimmerma relatou a ação do agressor:
— Ele entrou na escola com uma faca, fez uso de bombinhas no chão para assustá-las. Depois entrou em uma sala de aula e feriu uma das crianças gravemente. Outras duas foram atingidas com cortes na cabeça, de forma leve.
Depois do ataque, houve tumulto em frente à escola. O agressor foi imobilizado e apreendido em seguida. Ele é ouvido pela Polícia Civil. Segundo o prefeito, o adolescente era conhecido no município, estava em tratamento psiquiátrico e teria estudado na escola quando criança.


