Crianças em tratamento contra o câncer participaram, nesta sexta-feira (07), do Trote do Bem. Cerca de 45 alunos do primeiro semestre da Faculdade de Medicina, da Universidade de Passo Fundo, tiveram seus cabelos raspados ou cortados por pacientes da Oncologia Pediátrica do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP).
O trote é realizado desde 2018 pela Atlética Acadêmica Gaúchos de Passo Fundo (AAAGPF). O objetivo é ressignificar os tradicionais trotes com uma ação solidária, promovendo um momento de descontração e lazer para os pacientes.
— É um momento curto, uma tarde que a gente passa aqui, mas pode ter certeza de que isso muda a trajetória dos pacientes e que eles nunca mais esquecem. O tratamento se torna muito mais leve quando existe espaço para descontração e lazer. De certa forma, eles também encontram esperança, porque os guris conseguem se ver nos calouros e perceber que cortar o cabelo não é algo tão grande, que está tudo bem, que o cabelo vai crescer novamente e que essa fase também vai passar. É muito emocionante — ressalta a presidente da atlética, Isadora Severo, de 21 anos.
O acadêmico Raul Trevisan, de 19 anos, esperava ansioso pelo momento de ter o cabelo raspado pelos pacientes oncológicos. Ele acredita que o momento trará impactos pessoais e profissionais significativos.
— O estudo científico é muito importante, mas a gente está tratando de pessoas. Então, estar aqui hoje realmente tem um significado muito grande, porque mostra que os pacientes não estão sozinhos. Nós estamos aqui e vamos estudar, mas no fim, são pessoas que precisam de ajuda. E a gente vai estar aqui para ajudar.
Para onde vão os cabelos
A partir da iniciativa, as mechas de cabelo serão doadas para a fabricação de perucas. A acadêmica Clara Beatriz Pasqualotto, de 18 anos, conta que está acostumada a fazer doações de cabelo, mas que este momento foi ainda mais especial.
— Eu já estava deixando o cabelo crescer, porque eu já estava na expectativa de doar novamente. Então, quando soube do trote, foi uma notícia muito bonita para mim, ainda mais por poder vir aqui junto com a universidade. Além disso, eu nunca tinha doado o cabelo dessa forma, com as crianças participando e cortando o meu cabelo, então essa é uma experiência muito diferente e especial — conta a acadêmica.



