
Uma audiência pública na manhã desta segunda-feira (30), na Câmara Municipal de Passo Fundo, debateu a construção de um Hospital Universitário e sete cursos gratuitos na área da saúde. As estruturas devem funcionar no campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS).
O projeto do hospital universitário já foi encaminhado aos ministérios da Saúde e Educação, além da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), responsável pela gestão dos hospitais no país.
A proposta é de criação de um hospital de 150 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para urgência e emergência, e de média e alta complexidade. A estrutura também deve incluir complexidades de saúde inéditas em Passo Fundo, como a que atende casos de grandes queimados.
— A metade norte do Estado não tem hospitais universitários e nenhuma oferta pública dos cursos que estamos propondo. Além de servir de base para os estudantes, vai atender toda essa região com serviço gratuito — resume o diretor do campus da UFFS em Passo Fundo, Jaime Giolo.
Graduação gratuita
O segundo projeto defende a criação de sete novos cursos de graduação gratuitos na área da saúde, sendo Biomedicina, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Odontologia e Psicologia. Cada um deve ter 60 vagas, com dois ingressos por ano (um por semestre). Este também já foi protocolado ao Ministério da Educação.
— Entendemos a importância de ter outros cursos agregados à medicina para que consigamos suprir demandas da população. Nossa ideia é, dentro desse projeto, criar um centro de reabilitação para trabalhar com fisioterapia e os demais cursos, fazendo com que a assistência da população realmente melhore — explica o coordenador do curso de Medicina da UFFS, Júlio Stobbe.
O relator da Comissão Especial de Saúde Pública da Câmara, vereador Iriel Sachet, adiantou que deve ser criada uma comissão para defender os projetos e angariar recursos para a execução.
— Vamos construir uma comissão com as demais entidades aqui da cidade, para evoluir nesse debate. É uma obra que vai custar mais de R$ 200 milhões. Hoje, mostramos à população a necessidade e agora é unir forças e levantar essa bandeira para termos esse apoio na saúde da nossa cidade — resumiu Iriel.
Durante a audiência, o público teve espaço para defender a relevância do projeto e também apresentar ponderações sobre a proposta. Agora, os próximos passos são a criação da comissão de defesa da proposta, a fim de buscar recursos para executar a obra.




