
Para pacientes que necessitam de um transplante de medula óssea, o tempo de espera pela compatibilidade genética é fator crucial. Este procedimento é essencial no tratamento de doenças que afetam o sangue e o sistema imunológico, como leucemia, linfoma, mielomas múltiplos e quadros autoimunes.
Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos pacientes não encontra um doador compatível na família. A chance de compatibilidade na população em geral é de uma em cada 100 mil habitantes. Com o propósito de ampliar os cadastros, foi instituída a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, campanha anual realizada no Brasil entre 14 e 21 de dezembro.
Passo Fundo está entre as cidades que buscam ampliar o número de doadores voluntários e conscientizar a população sobre a importância da doação. Neste ano, o Hemocentro da cidade registrou mais de 38 mil doadores.
Entretanto, o número tem diminuído nos últimos anos devido à alteração na idade de cadastramento e às cotas de produção dos hemocentros, conforme explicou Alexandra Mazzoca, coordenadora de captação da unidade do norte gaúcho.
Atualmente, a idade permitida para a doação é de 18 a 35 anos, faixa etária que se alterou com o passar do tempo. A mudança considera um levantamento do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), que mostrou que pessoas mais jovens permanecem mais tempo no banco, com maior probabilidade de efetivar a doação. Antes, a idade máxima era de 54 anos.
No país, mais de 2,6 mil pacientes aguardam na fila por um transplante de medula óssea, enquanto 5,9 milhões de doadores estão cadastrados, de acordo com a Sociedade Brasileira de Terapia Celular e Transplante de Medula Óssea (SBTMO).
Como funciona o transplante de medula óssea
A medula é um tecido líquido localizado no interior dos ossos, onde são produzidos glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Apesar do nome, a doação de medula óssea não envolve a coluna vertebral, uma das principais dúvidas que ainda afastam voluntários.
Na maioria dos casos, a coleta é feita por meio de um procedimento semelhante à doação de sangue, sem necessidade de internação e com recuperação rápida. A maioria dos doadores retorna às suas atividades normais dentro de uma semana. A doação não compromete a saúde do doador, e a medula óssea se regenera em até 15 dias.
Como se tornar um doador
Para se tornar um doador, é preciso fazer o cadastro com os dados pessoais no Hemocentro e coletar uma amostra de sangue para exame de tipagem sanguínea. O procedimento pode ser feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h, mediante agendamento prévio.
Quando o doador é chamado para a doação, ele pode ser submetido a duas técnicas para o transplante:
- Aférese: o doador usa uma medicação por cinco dias com o objetivo de aumentar a produção de células-tronco no sangue. Após o procedimento, é realizado por uma máquina de aférese, que extrai o sangue da veia do doador e faz a separação das células necessárias para o transplante.
- Punção: procedimento sob anestesia geral em que é retirado do interior dos ossos da bacia, por meio de punções. Esta segunda forma de transplante requer internação de 24h.
Hemocentro de Passo Fundo
- Endereço: Avenida Sete de Setembro, nº 1055 — Centro
- Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h
- Agendamentos: pelos telefones (54) 3311-5555, (54) 9 8434-7353 ou através deste link.
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