
Passo Fundo registra 13 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano. O número é menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 17 pessoas morreram pela doença, mas chama a atenção das autoridades de saúde para a baixa cobertura vacinal na cidade.
Das 13 mortes, oito foram causadas por influenza, três por covid-19, uma por vírus sincicial respiratório (VSR) e uma última por outro vírus, conforme acompanhamento da Secretaria Municipal de Saúde. Atualmente 23 pessoas estão hospitalizadas para tratar doenças respiratórias na cidade.
— A síndrome respiratória aguda grave inclui covid-19, influenza, vírus sincicial respiratório e também outros vírus de doenças respiratórias. O grupo mais vulnerável geralmente são crianças e idosos, os extremos de idade, que são também os menos vacinados na cidade — explica o secretário municipal de saúde, Diego Farias.
O monitoramento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS) mostra que, das 13 vítimas, a maioria (8) são idosos de 60 a 79 anos, seguido de duas pessoas com mais de 80 anos. Os outros casos são uma criança de até 4 anos e dois adultos de 40 a 59 anos. Contatada, a pasta municipal não especificou as idades, sexos e possíveis comorbidades das vítimas.
Situação dos hospitais
Em Passo Fundo, o Hospital de Clínicas tem 184% da capacidade da emergência ocupada. Desses, 40% tratam casos respiratórios. No Hospital Municipal, 45% dos pacientes em tratamento buscaram a instituição por problemas respiratórios.
O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), por sua vez, trabalha com lotação da emergência em 100%, com estabilidade nos casos respiratórios. Segundo a instituição, houve casos de internação na última semana, principalmente de crianças com sintomas. No começo de maio, a casa de saúde registrou 47 internações pela doença.
— Acredita-se que esses picos também estão relacionados às mudanças de temperatura, ao tempo de imunização pós-vacinas, aglomeração de pessoas e medidas de higiene respiratória — avalia a diretora de Governança Clínica do HSVP, Josiane Diehl Moia.
Até terça-feira (3), o balanço parcial do painel de monitoramento da Secretaria Estadual de Saúde (SES) apontava para 23 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave na última semana em Passo Fundo. No ano, já foram 345 internações.
Vacinação da gripe protege casos graves

A vacinação é uma das principais formas de prevenção das crises respiratórias. Conforme o secretário municipal da saúde, é possível reduzir as complicações, hospitalizações e mortes por gripe aplicando o imunizante:
— As doenças respiratórias têm prevenção, basta realizar a vacina contra a influenza, que protege contra três tipos de vírus. Mesmo com vacina, ainda se pode pegar um quadro gripal, mas os sintomas são mais amenos em até 90% dos casos.
O imunizante disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra duas cepas do vírus da influenza A (H1N1 e H3N2) e uma cepa do vírus influenza B.
Até agora, 59,3 mil pessoas se vacinaram em Passo Fundo, sendo que 28.386 foram para pessoas de grupos prioritários, o que representa 45% da cobertura vacinal desses grupos. A imunização pode ser realizada em 26 pontos da cidade (confira abaixo).
Onde se vacinar em Passo Fundo
- UBSs e ESFs: de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30min e das 13h às 16h30min
- Central de Vacinas: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Na Rua Uruguai, 667, no Centro
- Cais: de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30min, e aos sábados das 8h às 11h
- No Cais Fragomeni: de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h30min, e aos sábados e domingos das 8h às 19h30min.

