
Mudar o astral do ambiente hospitalar e dar combustível para que os pacientes reencontrem alegria e força para acreditar na melhora: esse é o objetivo dos Doutores Palhaços SOS Bom Humor, um grupo de três voluntários de Ibirubá que leva teatro e música para hospitais e lares de idosos e crianças do norte do Estado.
GZH acompanhou a estreia da nova temporada de atendimentos do grupo, que iniciou nesta semana no Hospital Municipal de Passo Fundo. Vestidos com jalecos coloridos, sapatos grandes e vários brinquedos nos bolsos, os doutores Alegria, Sorriso e Esperança entraram em cena nas alas pediátricas e adultas da instituição.
— Temos focado cada vez mais em atendimento humanizado porque sabemos que nossos pacientes precisam desse carinho, pois todos chegam com alguma dor ou necessidade. Quando chega alguém com esse sorriso, tentando despertar outras emoções nos pacientes, a gente vê a troca de humor na hora — disse a enfermeira responsável pela coordenação do Pronto-Atendimento, Keiti Garbin.
Nos corredores da instituição, o trio interagiu com a equipe médica, pacientes e familiares. Teve bolha de sabão, injeções de alegria e até um “parabéns pra você” cantado para uma das pacientes em tratamento de pneumonia:
— Eu amei que eles cantaram parabéns para mim, que fiz aniversário no dia 2. Nos trouxe um astral maravilhoso, eles são ótimos. Espero que eles possam trazer alegria para muita gente ainda — disse a aposentada Idioni Teresinha Smaniotto, 79 anos.

No leito ao lado, a cuidadora Rosângela Ramos Reginato, 68 anos, trata uma anemia que a fez ficar cerca de 20 dias internada. Com esperança de alta hospitalar em breve, ela comemorou a visita dos novos doutores:
— Adorei, alegrou nosso dia. Quando a gente tá internado, ficamos meio tristes, mas eles vieram, cantaram, e levam nossa mente para outro lugar. É muito bom.
O grupo atua em 17 cidades da região e tem agenda aberta para atendimentos. Formado na faculdade de "Besteirologia", o doutor Alegria, interpretado por Gilmar dos Santos, resume a missão da profissão:
— Nós ajudamos a pessoa a recuperar algo que elas ainda têm dentro delas, mas que, por estarem em um hospital, acaba se perdendo. Viemos passar a alegria que temos na gente para eles, e tentar manter este ciclo.
