
A influenciadora brasileira Kauana Bilhar, 26 anos, morreu após cair do 27º andar de um edifício em Dubai, na terça-feira (7). Natural de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, ela compartilhava conteúdos sobre viagens, experiências de alto padrão e artigos de luxo nas redes sociais.
A morte foi confirmada pela mãe da influenciadora, Darla Bilhar, que embarcou para os Emirados Árabes Unidos para acompanhar os desdobramentos do caso e providenciar o traslado do corpo para o Brasil.
A polícia de Dubai ainda investiga as circunstâncias da queda. Até o momento, as autoridades não descartam nenhuma hipótese, incluindo suicídio, homicídio ou feminicídio, e o apartamento onde o caso ocorreu passa por perícia.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que, por meio da Embaixada do Brasil em Abu Dhabi, presta assistência consular à família e acompanha o caso (veja a nota abaixo).
Em vídeo publicado na internet, a mãe de Kauana pediu que a memória da filha seja respeitada e criticou especulações sobre o caso.
— Enquanto tento encontrar forças para enfrentar a maior dor que uma mãe pode sentir, preciso assistir à memória da minha filha ser julgada, exposta, desrespeitada por pessoas que não conheciam a sua história — afirmou Darla.
Quem era Kauana Bilhar
Nascida e criada em Passo Fundo, Kauana morou na cidade até os 20 anos. Segundo o g1, a gaúcha morava havia cerca de dois anos em Dubai, mas recentemente veio para o Brasil e já planejava o retorno.
Nas redes sociais, ela compartilhava registros de viagens internacionais, incluindo visitas a pontos turísticos como a Torre Eiffel e o Museu do Louvre, em Paris. Ela também publicava imagens em jatos particulares, carros de luxo, hotéis, restaurantes e produtos de marcas de alto padrão.
Amigos próximos relataram que Kauana era extremamente corajosa e tinha muito amor-próprio. Ela atuava como modelo, criadora de conteúdo e influenciadora digital. Segundo eles, sua personalidade e seu brilho faziam com que as oportunidades surgissem naturalmente em sua vida.
Nos últimos meses, Kauana também passou a compartilhar com frequência declarações de amor à companheira, Bárbara Arantes. Recentemente, publicou fotos de alianças e agradeceu publicamente à namorada.
O que disse o Ministério das Relações Exteriores
O Ministério das Relações Exteriores, por intermédio da Embaixada do Brasil em Abu Dhabi, acompanha o caso e permanece à disposição dos familiares para prestar a assistência consular cabível.
O atendimento consular prestado pelo estado brasileiro é feito a partir de contato do cidadão interessado ou, a depender do caso, de sua família. A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional. Para conhecer as atribuições das repartições consulares do Brasil, recomenda-se consulta à seguinte seção do Portal Consular do Itamaraty.
Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não divulga informações pessoais de cidadãos que requisitam serviços consulares e tampouco fornece detalhes sobre a assistência prestada a brasileiros.
Procure ajuda
Caso você esteja enfrentando alguma situação de sofrimento intenso ou pensando em cometer suicídio, pode buscar ajuda para superar este momento de dor. Lembre-se de que o desamparo e a desesperança são condições que podem ser modificadas e que outras pessoas já enfrentaram circunstâncias semelhantes.
Se não estiver confortável em falar sobre o que sente com alguém de seu círculo próximo, o Centro de Valorização da Vida (CVV) presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato. O CVV (cvv.org.br) conta com mais de 4 mil voluntários e atende mais de 3 milhões de pessoas anualmente. O serviço funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados), pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil (confira os endereços neste link).
Você também pode buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua casa, pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no telefone 192, ou em um dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Estado. A lista com os endereços dos CAPS do Rio Grande do Sul está neste link.
Violência contra a mulher
Como pedir ajuda
Brigada Militar | 190
- Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.
Polícia Civil
- Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente, à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
- Em Porto Alegre, há duas Delegacias da Mulher. Uma fica na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
- A outra fica entre as zonas Leste e Norte, na Rua Tenente Ary Tarrago, 685, no Morro Santana. A repartição conta com uma equipe de sete policiais e funciona de segunda a sexta, das 8h30min ao meio-dia e das 13h30min às 18h.
- As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista.
Delegacia Online
- É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.
Central de Atendimento à Mulher 24 Horas | Disque 180
- Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.
Ministério Público
- O Ministério Público do Rio Grande do Sul atende em qualquer uma de suas Promotorias de Justiça pelo Interior, com telefones que podem ser encontrados no site da instituição.
- Neste espaço, é possível acessar o atendimento virtual, fazer denúncias e outros tantos procedimentos de atendimento à vítima. Acesse o site.

