
O doce de morango com casquinha de chocolate tomou as redes sociais nos últimos dias. “Primo” do morango do amor, febre em 2025, o morango cravejado tem a caramelo em forma de pequenos cristais e, virou tendência nas docerias, padarias e supermercados de Passo Fundo, no norte do Estado.
Quem aderiu à moda já nota a diferença nas vendas. Em uma doceria localizada no Centro da cidade, são feitos diariamente de 400 a 500 unidades do doce, com estoque zerado a cada dia. O doce é vendido a R$ 10. Conforme a confeiteira e proprietária, Milene Mendes, o número das vendas poderia ser ainda maior se a produção fosse maior, porque há procura:
— Diariamente eu chego em casa com mais de 100 mensagens de pedidos que ficaram sem resposta. O movimento é enorme, realmente é uma febre e a gente tem que aproveitar porque sabemos que é passageiro. O morango do amor durou em torno de um mês, essa já tá há uns 10 dias, quase duas semanas, com bastante procura.
A procura também chegou a pequenos negócios, como a confeitaria de Deise Santos e Thalia Ramos, na Vila Rodrigues. Depois de divulgarem o doce no Facebook, elas começaram a receber os primeiros pedidos e também passaram a esgotar as reservas diariamente. O doce é vendido a R$ 15.
— As pessoas começaram a nos ligar para ver se tínhamos o doce, então fomos atrás de fazer. Todo dia vendemos uns 10, e mantemos o estoque de produtos caso haja mais procura. Ele é um doce que se tivermos o morango e o chocolate, conseguimos fazer bem mais rápido que o morango do amor. Nosso ganho financeiro dessa última semana já foi maior com eles — comenta Deise.

Além de impulsionar as vendas, as “febres” de doces que viralizam na internet também funcionam como uma vitrine para as doceiras. A onda pode ajudar os negócios a chegar a novos clientes e servir como porta de entrada para que eles experimentem outros produtos do cardápio.
No caso do morango cravejado, a época do ano também acabou favorecendo o varejo. Depois do Dia dos Pais, haveria um intervalo até o Dia das Crianças, quando os doces voltariam a ser mais procurados pelo público.
— Temos que aproveitar essas “ondas” porque se o produto é bom, acabamos fidelizando o cliente, e temos esse giro de mercado. É um movimento para além das datas comerciais, que agora após o dia dos pais, não teríamos outro período “bom” próximo para explorar, então aproveitamos ao máximo. Até a equipe fica feliz porque consegue fazer uma hora extra, então todos ganhamos — finaliza Milene.





