Ao longo desta semana, cerca de mil mesários participam de treinamento para as Eleições Gerais de 2026, em Passo Fundo, no norte do Estado. As atividades iniciaram nesta segunda-feira (14) e seguem até a quinta-feira (17), com duas turmas por dia.
O treinamento presencial é voltado aos presidentes de mesa e aos primeiros mesários. A formação envolve aspectos teóricos e práticos, abrangendo as principais orientações para atuação durante a votação.
— A maioria dos nossos mesários é voluntária e já trabalha conosco há mais tempo, mas sempre há alguma novidade ou questão nova relacionada à urna — frisa o chefe de Cartório da 33ª Zona Eleitoral de Passo Fundo, Renato Guadagnin.
Entre as novidades da próxima eleição está a barra de progresso do voto. Ela será exibida tanto para o eleitor quanto para o mesário, que poderá acompanhar em qual cargo o eleitor está votando e auxiliá-lo, se necessário, sem interferir ou influenciar no voto.
A preparação também aborda aspectos como a organização das prioridades na fila de votação, o atendimento a pessoas com deficiência e o uso da urna eletrônica. O vigilante Gilmar Alves Martins, 61 anos, é voluntário nas eleições há mais de 20 anos. Neste pleito, ele irá atuar novamente como presidente de mesa.
— É muito importante o treinamento. A cada eleição, tem alguma mudança e sempre surge alguma novidade para os eleitores e para nós. Então tem que treinar para fazer tudo bem-feito no dia da eleição e garantir que seja tudo tranquilo — destaca o mesário.
Além das novidades, uma das principais preocupações para a eleição deste ano é o número de votos que cada eleitor deverá registrar. Serão seis escolhas: presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.
O eleitor pode levar uma "colinha" com os números dos candidatos para a votação. No entanto, em caso de esquecimento, se o eleitor ainda não tiver registrado nenhum voto, o mesário pode suspender o processo.
— Essa é uma questão recorrente em toda eleição. Se o eleitor não leva a colinha, ele pode se atrapalhar. Nesse momento, o mesário pode orientá-lo e, caso ele ainda não tenha votado em nenhum cargo, a votação pode ser suspensa para que ele volte para casa, busque a colinha e retorne à seção para votar — explica Guadagnin.
Com duas décadas de experiência em eleições, o mesário Gilmar Alves Martins procura conversar com os eleitores ainda na fila para agilizar o processo de votação.
— Eu mostro que os candidatos estão na parede e, se o eleitor não tiver a colinha, eu providencio papel. Tudo para que ele entre preparado e a votação transcorra com rapidez — conta Martins.
Ao todo, cerca de 2 mil mesários irão atuar nas eleições em Passo Fundo nas Eleições Gerais de 2026.



