
As aulas presenciais foram retomadas na Escola Municipal Carmelina Baseggio e na Escola Municipal de Educação Infantil Dentinho de Leite de Charrua, no norte do Estado, após a desocupação do ginásio escolar que estava ocupado por um grupo indígena desde março deste ano. Segundo a Prefeitura, cerca de 180 estudantes ficaram sem aulas presenciais durante o período em que o ginásio permaneceu ocupado.
A saída ocorreu na última quinta-feira (10), quando os ocupantes foram intimados a cumprir uma ordem de reintegração de posse. Segundo a Prefeitura de Charrua, a desocupação aconteceu de forma integral e pacífica. O grupo, formado por cerca de 100 indígenas, deixou o espaço e foi transferido para um pavilhão localizado no município de Tapejara.
De acordo com a prefeitura, o imóvel para onde os indígenas foram encaminhados é de propriedade privada. O município irá custear o primeiro mês de permanência por meio de aluguel social. Após esse período, os custos serão assumidos pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Ainda conforme a administração municipal, os valores pagos por Charrua deverão ser ressarcidos posteriormente pela União. O contrato para utilização do espaço em Tapejara tem validade até março de 2027.
Os indígenas haviam deixado a Terra Indígena do Ligeiro, área de aproximadamente 4,5 mil hectares localizada em Charrua, após divergências internas envolvendo a liderança da comunidade. Em março, o grupo havia ocupado o local mas saiu quando o aluguel social foi distribuído pela Prefeitura, mas acabaram retornado ao local em julho.



