
Passo Fundo, no norte do Estado, registrou o segundo maior acumulado de chuva em 24 horas da história entre a terça-feira (21) e a manhã desta quarta-feira (22).
Conforme dados da estação meteorológica do Inmet na Embrapa Trigo, foram 171,4 milímetros de precipitação no período, volume inferior apenas ao recorde de 174 milímetros, registrado em 28 de abril de 1998.
Só neste mês, Passo Fundo já registrou um total de 310,8 milímetros. O temporal provocou alagamentos em diversos pontos da cidade, bloqueou ruas e obrigou famílias a deixarem suas casas.
Em 2023, no período da enchente onde foram registrados acumulados expressivos nos meses de setembro (498,0 mm), Outubro (517,1 mm) e Novembro com (533,1 mm), nesse período (primavera de 2023) o maior acumulado em 24h foi de 164,4 mm em (04/09/2023).
Até o momento, 98 pessoas atendidas pela Defesa Civil precisaram sair de casa. Segundo a prefeitura, há 19 pessoas no albergue ou na casa da mulher. O Centro Pop também está à disposição, mas ainda não foi usado. O restante das pessoas estão em casas de familiares. Até o momento, não há feridos. O Rio Passo Fundo estava em 2,20m até a publicação da reportagem.
60 animais foram resgatados e estão na coordenadoria do bem estar animal de Passo Fundo. No total, 176 atendimentos foram feitos pela Defesa Civil, entre entrega de lonas, cortes de árvores, retirada de moradores e retirada de móveis.
Os bairros mais afetados foram Entre Rios, Ocupacao Floresta, Ocupacão Bela Vista, Bairro Santa Maria, Victor Issler, Santa Marta, Vila Ipiranga, Maggi de Césaro e Vila Cruzeiro.
Na Rua Xingu, no bairro Santa Maria, às margens do Arroio Santo Antônio, várias famílias foram atingidas pela cheia. Os moradores passaram a noite abrigados em uma igreja próxima e, na manhã desta quarta-feira, iniciaram a limpeza das residências.
Outro local afetado foi a Rua Doutor César Santos, entre a Avenida Brasil e a Rua Paissandu, no bairro Petrópolis, que ficou completamente alagada e precisou ser bloqueada nos dois sentidos. Dois veículos que tentavam atravessar o trecho ficaram ilhados e foram retirados com o auxílio de guinchos.
Na Estação da Quinto Giongo, no bairro Victor Issler, famílias tiveram que ser retiradas de suas casas devido ao nível de chuva.
Por volta do meio dia de terça-feira (22), houve a queda de uma barreira na RS-135, nas proximidades do quilômetro 4. O deslizamento ocorreu no trecho localizado entre o acesso à pedreira e ao Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul).
A Defesa Civil do Estado enviou na tarde desta terça, um alerta sonoro para os celulares, alertando das condições meteorológicas da região norte do Estado. No aviso, a região consta com alerta vermelho, com risco muito alto de chuva e alagamento.
Equipes seguem atendendo as ocorrências provocadas pelo temporal no município. Os dados de desabrigados e desalojados ainda são contabilizados pela Defesa Civil.





