Um monumento no formato de um disco voador chama a atenção em Sarandi, município de 23,3 mil habitantes do norte gaúcho. A homenagem é ao antigo tratorista e escritor Artur Berlet, que, em 1958, relatou o que teria sido sua abdução por extraterrestres do planeta Akart.
O monumento terminou de ser construído em 2021, mas até então, não havia sido oficialmente inaugurado. A cerimônia aconteceu depois de cinco anos, na última quinta-feira (14) — quando a viagem de Berlet completou 68 anos.
Situado em um ponto alto da Praça da Cidadania Arduíno Saretto, no bairro Vicentinos, o projeto foi criado para representar o disco voador que teria surpreendido Berlet no caminho de casa depois de trabalhar como fotógrafo em um casamento, na localidade de Encruzilhada Natalino, no interior do município.
A figura teve investimento de R$ 157 mil, mas não tinha placas de identificação e carecia de manutenção. O monumento foi repaginado e representado em evento com a presença da família de Berlet.
— A inauguração do monumento em homenagem ao vô Artur marca não apenas um capítulo importante para o município, mas também para a história do Caso de Abdução que atravessou gerações e permanece vivo na memória de tantas pessoas. O relato do meu vô levou o nome de Sarandi para o mundo — disse o neto do escritor, Alison Berlet de Almeida.
Quem foi Artur Berlet

A homenagem a Artur Berlet tem a ver com seu desaparecimento, em 14 de maio de 1958, e seu retorno, nove dias depois, quando relatou uma história cheia de detalhes sobre como conheceu outro planeta depois de ser abduzido e trazido de volta à Terra por extraterrestres.
À época, Berlet trabalhava como tratorista na localidade essencialmente agrícola. Seu relato está no livro Os Discos Voadores — da utopia à realidade: narrativa de uma real viagem a outro planeta, de 422 páginas, escrito à lápis dias depois de seu retorno.
Na narrativa, o homem conta que a abdução aconteceu enquanto ele voltava para casa, por volta das 19h, após trabalhar como fotógrafo em um casamento na localidade de Encruzilhada Natalino, na zona rural do município.
Berlet escreveu que andava na estrada de terra quando viu uma luminosidade muito intensa a cerca de 200 metros. Foi então que ele pulou uma cerca e viu dois pratos sobrepostos, até que um facho de luz foi direcionado aos seus olhos. Depois disso, conta que só recobrou a consciência quando já estava no planeta Acart, onde permaneceu por vários dias até voltar à Terra.

No livro, Artur relata detalhes sobre a civilização "acartiana" e sua posição extremamente pacífica, onde as armas eram somente defensivas pois eles já não entravam mais em conflitos ou guerras. O livro foi doado ao Museu Internacional de Ufologia, História e Ciência pela família de Berlet em 2001.
No conteúdo das páginas, Berlet relatou uma sequência de tecnologias que a humanidade desconhecia à época. Em 1958, antes mesmo do homem ir à Lua, ele relatou que o planeta Acart funcionava com energia solar, detalhando as placas solares, e tinha "tonéis voadores" como meio de transporte.
Em 1968, a narrativa de Artur Berlet virou um livro patrocinado pelo Dr. Walter Biller, famoso ufólogo alemão que morava no Rio de Janeiro. O título Os Discos Voadores — da utopia à realidade: narrativa de uma real viagem a outro planeta foi lançado pela primeira vez pela editora A Região em 1967.
Berlet morreu em 1994, após enfrentar um câncer.





