Moradores de Passo Fundo, no norte do Estado, denunciam a falta de manutenção em cemitérios públicos do município. A maioria das reclamações tem a ver com falta de limpeza, ausência de vigilância e acúmulo de vegetação sem corte.
A reportagem visitou três cemitérios na tarde da última quinta-feira (12) e os encontrou abandonados. A situação mais crítica era a do Cemitério Jardim da Colina, às margens da RS-324, na Vila Tupinambá.
O local fica em uma área sem pavimentação e sem delimitação. A vegetação cobre as sepulturas e impede a visualização de parte delas. Além disso, não havia funcionários ou vigilantes no espaço.
Situação similar foi visualizada no Cemitério Santo Antônio, no bairro São Luiz Gonzaga. A vegetação cobria boa parte dos túmulos e das calçadas. Um funcionário do local, que preferiu não se identificar, relatou que a manutenção se tornou difícil nas últimas semanas.

— O cortador de grama queimou e não recebemos outro. A retirada do mato tem sido feita manualmente com roçadeira, em uma área extensa e no calor — disse.
A seis quilômetros dali, o Cemitério Municipal da Petrópolis apresentava condições semelhantes, com lápides e outras construções tomadas pelo matagal. Além disso, entulhos de obras, água parada, vasos quebrados e túmulos danificados também foram encontrados.
— As baratas entram dentro de casa, a gente não sabe mais o que fazer. Tem escorpião, já que o mato está alto demais. A minha vida toda eu moro ali na esquina e o lugar está abandonado, com lixo e poeira — reclamou uma vizinha do cemitério, Terezinha Jacomete, 64 anos.
O que diz a prefeitura
Questionada sobre a situação dos cemitérios, a prefeitura de Passo Fundo, através da secretaria de Transportes e Serviços Gerais, informou que serviços de roçada e limpeza acontecem periodicamente. O próximo cronograma está previsto para iniciar na segunda-feira (16), pelo Cemitério Vera Cruz.
Em relação à água parada, a secretaria diz que recomenda aos funcionários a vistoria diária dos túmulos e jazigos, a fim de eliminar recipientes que podem servir de criadouro para o mosquito da dengue. Além disso, pede a colaboração da população para não utilizar objetos que acumulem água.




