
Cuidar de quem cuida: esse é o intuito do Balcão de Direitos das Famílias Atípicas. O lançamento foi neste sábado (17) no Rito Espaço Coletivo, em Passo Fundo.
O projeto oferece acolhimento, atendimento e orientação a famílias de crianças e adolescentes com deficiência, especialmente no Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A iniciativa faz parte de uma ação estadual e atende cerca de 100 famílias no município que podem acessar diferentes serviços de apoio como assistência social, fonoaudiologia, assessoria jurídica, cuidados médicos e psicológicos, além de orientação parental e rodas de conversa.
— A gente está falando de cuidar de quem cuida. O foco do projeto são os cuidadores, que 80% são mães solo, e atípicas, que enfrentam diariamente dificuldades para acessar direitos básicos —, explica Aline Kerber, socióloga e coordenadora da ação.
Aline afirma que as principais demandas no município são a falta de laudo, a dificuldade de inclusão escolar e o acesso às terapias para as crianças, que compromete a harmonia de toda a família.
Garantia de direitos
Financiado pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania através da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o projeto atua fortemente na garantia de direitos. Ele oferece orientação jurídica sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC), acesso a transporte e monitores.
— A ideia é que as pessoas criem rede, se articulem. Queremos que, quando os encontros do Balcão se encerrarem, a comunidade siga com esses grupos, porque a luta só é luta se ela for coletiva —, ressalta o psicólogo Leonardo Verna, coordenador do Núcleo de Psicologia do Balcão de Direitos das Famílias Atípicas.
Como acessar
Ao longo dos 12 meses de duração do projeto, haverá 10 encontros presenciais em cada uma das cidades de abrangência, incluindo Passo Fundo. Serão realizadas rodas de conversa, oficinas, mutirões e articulação com órgãos, como a Defensoria Pública e o Ministério Público.
Além disso, cinco mães atípicas de Passo Fundo participarão de uma formação semanal e integrarão o grupo das Promotoras dos Direitos dos Atípicos (PDAs).
As famílias interessadas podem acompanhar o projeto pelas redes sociais, no perfil @balcaodedireitos, onde também está disponível o formulário de inscrição para participar dos encontros e atendimentos.





