
Juliana Oliveira, conhecida como "Juju do Pix", passou por mais uma cirurgia para a retirada de óleo mineral do rosto nesta quarta-feira (21). O procedimento, realizado em São Paulo, faz parte de um cronograma definido para ampliar a remoção do material e aprimorar o aspecto facial.
O médico responsável, Thiago Marra, divulgou imagens comparativas do rosto da influenciadora desde o primeiro procedimento e comentou sobre a nova etapa em suas redes sociais (veja abaixo).
— É uma cirurgia de um refinamento pequenininho [...] e depois ainda tem outra. Vamos dar uma ajustadinha aqui no pontinho que abriu e tirar um pouquinho da papada — detalhou.
Juju do Pix, natural de Passo Fundo, no norte do Estado, havia passado por uma cirurgia reconstrutora de alta complexidade em novembro de 2025. O objetivo era amenizar os efeitos de um procedimento estético que deformou seu rosto em 2017.
Para acompanhamento e devido a problemas na cicatrização, a influenciadora retornou a São Paulo nesta terça-feira (20) para avaliação com o mesmo médico, divulgou o g1.
— Infelizmente, por conta da drenagem, o ponto acabou abrindo e não cicatrizou — relatou a criadora de conteúdo em suas redes.
No início do ano, a gaúcha publicou vídeos exibindo os resultados cerca de 50 dias depois do procedimento anterior. Nas imagens, a influenciadora aparecia com o rosto menos inchado e a boca mais aparente, mas ainda com cicatrizes visíveis.
Relembre o caso

Há oito anos, Juliana não sai de casa para eventos sociais, como festas, e encontrou na internet uma maneira de interagir com outras pessoas. Ela conta que, como uma mulher transexual, queria deixar seus traços mais femininos. Sem recursos ou informações sobre procedimentos menos invasivos, procurou uma clínica clandestina, que alegou utilizar silicone industrial.
Com o passar do tempo e o inchaço, descobriu que havia sido injetado óleo mineral.
O apelido "Juju do Pix" surgiu depois que, ao enfrentar dificuldades para conseguir emprego após o procedimento estético malsucedido, durante a pandemia, Juliana recorreu à internet para pedir ajuda e arrecadar dinheiro para uma cirurgia reparadora.
Mesmo após ter aparecido em um programa de televisão e conseguido cerca de R$ 20 mil em uma vaquinha, a influenciadora foi contestada por internautas por pedir novos valores. Juliana disse, nas redes sociais, que havia desistido do procedimento por não ter conseguido o valor total da operação e afirmou ter doado o dinheiro.
Riscos do procedimento clandestino
O uso de materiais como óleo mineral, silicone industrial e polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos estéticos ilegais é comum devido ao baixo custo, explica Ronaldo Righesso, cirurgião plástico e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
— São produtos muito mais baratos, aplicados por pessoas sem qualificação — relata.
Conforme o cirurgião, em muitas ocasiões, os procedimentos ilegais também não são feitos em lugares esterilizados, aumentando os riscos:
— Não há custo de hospital, não há custo de anestesista muitas vezes.
Ele recomenda que todo paciente exija as informações do produto aplicado, incluindo marca, número do lote e certificado.
A aplicação de produtos proibidos no corpo humano pode ser considerada crime contra a saúde pública, com punições previstas nos artigos 282, 284 e 129 do Código Penal – exercício ilegal da medicina, curandeirismo e lesão corporal, respectivamente.
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