
Trabalhadores dos Correios de Passo Fundo estão em greve a partir desta quarta-feira (17). A decisão de paralisar as atividades foi aprovada por unanimidade em assembleia da categoria, realizada na noite de terça (16).
No município, o serviço conta com a mão de obra de cerca de 150 funcionários entre dois Centros de Distribuição Domiciliária (CDDs) e uma agência. A estimativa do diretor do Sindicato dos Correios de Passo Fundo, Gelson Luís Zapello, é que 80% do quadro integre o movimento.
— A empresa propõe retirar nossos benefícios, além de querer implantar a escala 12x36. Nó reivindicamos a manutenção do que já foi conquistado e por isso, nossa paralisação ocorre em nível de região, Estado e Brasil. Esse rombo nos Correios não é culpa dos trabalhadores — defende.
A agência e os CDDs permanecerão abertos, mas o serviço deve ficar prejudicado uma vez que somente os gestores, que não paralisam, vão realizar o atendimento. Conforme Zapello, serão priorizados os Sedex — modalidade de entrega expressa. A mobilização não tem prazo para terminar.
Na região, as unidades de Soledade, Marau e Erechim também discutem parar as atividades. Além do Rio Grande do Sul, outros seis Estados aprovaram a greve. O movimento acontece em meio à crise vivida pela estatal, que acumula resultados negativos há 13 trimestres consecutivos, desde o fim de 2022.
Os trabalhadores querem manter benefícios, como o adicional de 70% de férias, pagamento de 200% aos finais de semana e a concessão do vale-alimentação de Natal, no valor de R$ 2,5 mil. Os Correios argumentam que a situação da estatal não permite.
Na terça-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a proposta de empréstimo aos Correios já está sob análise da equipe econômica e pode chegar a R$ 12 bilhões. Segundo ele, o ministério deve concluir a avaliação do plano de reestruturação da estatal até sexta-feira (19).




