
O adolescente Cauã de Almeida Scalabrin, de 16 anos, recuperou os movimentos dos braços e pernas após ser submetido a uma cirurgia de alta complexidade no Hospital de Clínicas de Carazinho (HCC) no sábado (13). O jovem havia dado entrada na unidade com uma grave fratura cervical e risco de tetraplegia, em decorrência de um acidente entre uma van e um caminhão na BR-386, ocorrido em 5 de dezembro.
A equipe de neurocirurgia do HCC realizou uma artrodese cervical, procedimento que consiste na fusão de duas ou mais vértebras do pescoço para criar uma estrutura única e estável. A intervenção utilizou tecnologia avançada, incluindo um microscópio cirúrgico de alta precisão, conforme explicou o neurocirurgião Rafael Espanhol, responsável pela operação.
— Ele apresentava uma fratura gravíssima da coluna cervical, com risco real de tetraplegia. Utilizamos um microscópio de última geração para garantir precisão máxima. A cirurgia foi um sucesso e ver o paciente recuperar movimentos já no primeiro dia de pós-operatório é a maior recompensa que podemos ter — explicou.
Antes do procedimento, existia a possibilidade de Cauã desenvolver paralisia parcial ou total dos quatro membros e do tronco, causada pela lesão na medula espinhal. Graças à intervenção, o adolescente voltou a movimentar braços e pernas.
— Nasci de novo. Não tenho palavras para explicar tudo que passei, mas saber que estou voltando pra vida é algo que não consigo descrever — disse.
O procedimento foi autorizado pela família, que acompanha de perto cada etapa da recuperação. O pai de Cauã, Édio Scalabrin, expressou sua gratidão:
— Levaremos nosso filho para casa graças a cada profissional que cruzou nosso caminho. Meu filho vai comemorar dois aniversários — afirmou.
Acidente na BR-386
Cauã é um dos 14 feridos no acidente registrado por volta das 23h de 5 de dezembro, no km 237 da BR-386, em Soledade. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que uma van, que transportava estudantes de Iraí, colidiu com a traseira de um caminhão que estava parado na pista devido a uma pane mecânica.
A colisão ocorreu enquanto o motorista do caminhão descia para sinalizar o local, que é de baixa visibilidade.
No acidente, a professora Lisete Jardinello, de 45 anos, diretora da Escola Municipal Vicente Dutra, morreu. Ela acompanhava os alunos do 9º ano em uma excursão ao Litoral Norte.
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