
Começa na próxima quinta-feira (13) o julgamento dos irmãos Fernanda e Claudiomir Rizotto, réus no caso conhecido como Chacina da Cohab. O júri está marcado para as 9h, no Fórum de Passo Fundo.
A dupla é apontada na denúncia do Ministério Público como mandante dos assassinatos de Alessandro dos Santos, 35 anos, sua filha Kétlyn Padia dos Santos, 15 anos, e a tia da adolescente, Diênifer Padia, 26 anos, em 2020.
Sete testemunhas estão arroladas para depor: duas de acusação e cinco de defesa. Os denunciados respondem por triplo homicídio qualificado, cometido mediante pagamento ou promessa de recompensa, com motivo torpe, emprego de asfixia e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
O julgamento tem previsão de durar dois dias e, dentro do Fórum, a expectativa é de movimentação intensa. De acordo com a 1ª Vara Criminal Especializada em Júri, o público poderá acompanhar o julgamento, dada a grande repercussão do caso.
A entrada, porém, depende da lotação do plenário. No ingresso, serão entregues fichas para controle do número de ouvintes.
Por isso, o trânsito deve ter alterações na Avenida General Neto, em frente à comarca. Segundo a prefeitura, há possibilidade de bloqueios conforme a circulação na via. A Brigada Militar também vai acompanhar a sessão, como é de praxe.
O papel dos réus, segundo o MP
O inquérito da Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público acusam Fernanda de elaborar um plano para assassinar Diênifer quando descobriu uma relação extraconjugal da mulher com seu marido, Eleandro Roso — condenado em 2022 a 69 anos de prisão por participação no crime.
Claudiomir entra em cena quando sua irmã pede ajuda para encontrar um executor. O homem então contrata o ex-policial militar Luciano da Costa, o Costinha, para assassinar Diênifer ou acionar um matador de aluguel para fazê-lo.
Dentre os cinco envolvidos identificados no crime, os irmãos são os únicos que ainda não foram julgados. Eles estão presos preventivamente desde o segundo semestre de 2024, após passarem quatro anos foragidos.
Os dois foram capturados em um esconderijo na área rural de São Francisco de Paula, na Serra. Fernanda foi presa no local em outubro de 2024, mas Claudiomir fugiu e vagou durante três semanas por matas da região até Vila Maria, no norte, quando concordou em se entregar.
Relembre o caso
Na noite de 19 de maio de 2020, três pessoas da mesma família foram encontradas mortas dentro de casa, na Rua Ernesto Ferron, bairro Cohab, em Passo Fundo. As vítimas eram Alessandro dos Santos, 35, sua filha Kétlyn Padia dos Santos, 15, e a tia da adolescente, Diênifer Padia, 26.
O alvo do crime era Diênifer, enquanto as outras duas vítimas foram assassinadas como queima de arquivo. Na hora do crime, havia seis pessoas na casa. As três que foram mortas e mais três crianças, filhas de Diênifer.
Na casa dos fundos, estava a esposa de Alessandro. Uma das crianças, de seis anos, foi quem saiu do local, avisou os vizinhos e pediu ajuda.
Quando a polícia chegou à casa, encontrou as três vítimas já sem vida. Elas foram asfixiadas com o uso de enforca-gatos. Os três foram sepultados em 20 de maio daquele ano.
Os autores seriam dois homens que estiveram na casa anteriormente, com o pretexto de ver um móvel que estava à venda. Eles nunca foram identificados.
Em julho daquele ano, a polícia indiciou cinco pessoas. Destas, três foram julgadas e duas condenadas:
- Eleandro Roso, marido de Fernanda, foi julgado em 2022 e condenado a 69 anos e seis meses de reclusão por envolvimento nas mortes.
- Luciano Costa dos Santos passou por dois julgamentos. O primeiro, realizado em 2023, foi anulado por contradições no resultado. O segundo júri aconteceu em setembro deste ano e condenou Costinha a 57 anos de prisão.
- Monalisa Kich, companheira de Luciano à época do crime, também foi julgada em 2023 por envolvimento no crime, mas foi absolvida.
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