
Fernanda Rizzotto confessou na noite desta quinta-feira (13) ter sido a mandante da morte de Diênifer Padia, de 26 anos, durante o júri que acontece no Fórum de Passo Fundo, no norte do Estado.
A ré declarou que determinou a execução após descobrir que a jovem mantinha um relacionamento com seu marido, Eleandro Roso — julgado em 2022 e condenado a 69 anos e seis meses de reclusão por envolvimento nas mortes de Alessandro dos Santos, 35, Kétlyn Padia dos Santos, 15, e Diênifer (relembre o caso abaixo).
A confissão veio após anos de silêncio: ela e o irmão, Claudiomir Rizzotto, que também está sendo julgado, ficaram foragidos por mais de quatro anos até serem presos no final de 2024.
Durante o interrogatório, Fernanda relatou que Luciano Costa — o Costinha —, após investigar e confirmar a relação extraconjugal de Eleandro —, teria oferecido uma solução para "resolver o problema".
— Ele disse que se eu desse mais tanto (em dinheiro), além de tudo o que eu já tinha dado para ele, ele resolvia o problema — disse Fernanda.
Em seguida, o magistrado retomou o ponto central.
— E quando ele fala em resolver o problema ficou bem entendido que era matar?
— Sim — confirmou Fernanda.
O juiz questionou se ela havia aceitado a proposta, ao que a ré concordou.
— Foi aí que foi a sua ação de concordar de assassinar? É aí que a senhora considera quando foi a mandante da Diênifer?
— Sim — repetiu.
A ré também detalhou que pagou o valor adicional solicitado por Costinha. Segundo Fernanda, os repasses aconteceram em várias parcelas, somando aproximadamente R$ 50 mil. O júri segue no Fórum de Passo Fundo.
Relembre o caso
Na noite de 19 de maio de 2020, três pessoas da mesma família foram encontradas mortas dentro de casa, na Rua Ernesto Ferron, bairro Cohab, em Passo Fundo. As vítimas eram Alessandro dos Santos, 35, sua filha Kétlyn Padia dos Santos, 15, e a tia da adolescente, Diênifer Padia, 26.
O alvo do crime era Diênifer, enquanto as outras duas vítimas foram assassinadas como queima de arquivo. Na hora do crime, havia seis pessoas na casa. As três que foram mortas e mais três crianças, filhas de Diênifer.
Na casa dos fundos, estava a esposa de Alessandro. Uma das crianças, de seis anos, foi quem saiu do local, avisou os vizinhos e pediu ajuda.
Quando a polícia chegou à casa, encontrou as três vítimas já sem vida. Elas foram asfixiadas com o uso de enforca-gatos. Os três foram sepultados em 20 de maio daquele ano.
Os autores seriam dois homens que estiveram na casa anteriormente, com o pretexto de ver um móvel que estava à venda. Eles nunca foram identificados.
Em julho daquele ano, a polícia indiciou cinco pessoas. Destas, três foram julgadas e duas condenadas:
- Eleandro Roso, marido de Fernanda, foi julgado em 2022 e condenado a 69 anos e seis meses de reclusão por envolvimento nas mortes.
- Luciano Costa dos Santos passou por dois julgamentos. O primeiro, realizado em 2023, foi anulado por contradições no resultado. O segundo júri aconteceu em setembro deste ano e condenou Costinha a 57 anos de prisão.
- Monalisa Kich, companheira de Luciano à época do crime, também foi julgada em 2023 por envolvimento no crime, mas absolvida.
🤳 Para ler mais sobre o que acontece na região, entre no canal de GZH Passo Fundo no WhatsApp e receba as principais informações do dia. Clique aqui e acesse.





