
O Aeroporto Lauro Kortz, em Passo Fundo, no norte do Estado, teve limitações de voos comerciais impostas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A justificativa é o descumprimento de requisitos necessários na infraestrutura do local, previstos no Regulamento Brasileiro da Aviação Civil.
Segundo a portaria, publicada em 6 de outubro pela Anac, as melhorias foram solicitadas pela necessidade de gerenciamento de risco entre os operadores dos aeroportos e as companhias aéreas. O texto limita a operação no terminal a 10 voos semanais em aeronaves 4C — de porte médio com envergadura de asa de até 36 metros.
Ao todo, são quatro melhorias exigidas:
- Largura da pista de pouso e decolagem compatíveis com as aeronaves que as companhias aéreas utilizam
- Manutenção de faixa preparada, que deve ficar limpa e livre de obstáculos
- Delimitação da Área de Segurança de Fim de Pista (Runway End Safety Area — Resa em inglês)
- Proibição de operações noturnas de pouso em pista sem instalação de um Indicador de Precisão da Trajetória de Aproximação (PAPI, na sigla em inglês)
Até 28 de março de 2026, as companhias aéreas que utilizam aeronaves da categoria 4C ficam limitadas a 10 frequências semanais no aeroporto. A partir de 29 de março de 2026, essas operações ficam suspensas para esse tipo de aeronave, até que as exigências sejam integralmente cumpridas.
Além de Passo Fundo, outros seis aeroportos brasileiros sofreram as restrições. No Estado, Caxias do Sul teve o número máximo de frequências semanais limitados a 21 para aeronaves de categoria 3C. A determinação também vale até 28 de março de 2026.

