Nem a chuva desanimou os gaúchos que foram às ruas e participaram do Desfile Farroupilha neste sábado (20) em Passo Fundo, no norte do Estado. A celebração teve início às 9h, com participação do pelotão militar, seguido pelas entidades tradicionalistas do município.
Mais de 650 cavaleiros de 12 entidades tradicionalistas participaram do evento. O ato integra a programação oficial dos Festejos Farroupilhas 2025, que neste ano celebra o centenário de Darcy Fagundes — o comunicador que deu voz ao tradicionalismo no rádio — e os 70 anos do programa Grande Rodeio Coringa, marco da expansão cultural gaúcha.
A Revista às Tropas deu início à programação e quem abriu o Desfile Militar foi o Colégio Tiradentes, seguido pelo Pelotão Mirim da Brigada Militar. Já a abertura do Desfile das Cavalarias ficou por conta do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos, seguido pelo CTG Osório Porto e outras dez entidades tradicionalistas.
A concentração para o desfile das entidades e cavalarias aconteceu na esquina da Avenida Sete de Setembro com a Rua Morom. De lá, seguiu até a Avenida Presidente Vargas. O desfile militar fez o trajeto inverso, da Avenida Presidente Vargas para a Avenida Sete de Setembro.
Primeira vez na Avenida
Acompanhado dos pais policiais, Sílvia de Lima Zin e Claison Carlos Zin, o pequeno Noah, de três anos, desfilou pela primeira vez na Avenida Sete de Setembro, junto ao Pelotão Mirim da Brigada Militar. O grupo é composto por filhos de policiais militares, amigos e simpatizantes.
— É uma emoção desfilar com ele do nosso lado. Eu e o meu marido somos da Brigada Militar e eu estou há 16 anos servindo no 3º Regimento de Polícia Montada (3ºRPMon). É um orgulho poder repassar as tradições gaúchas e ensinamentos para o Noah através do desfile, cultuando a tradição e o amor pela farda também — afirma Sílvia.
Quem também desfilou pela primeira vez através do CTG Fagundes dos Reis foi Joaquim de Mello, de quatro anos. Pilchado e segurando a mão da mãe Franciele Azevedo, ele aguardava ansioso para montar no cavalo.
— Nós participamos das atividades do CTG há muitos anos já. Ele que quis vir desfilar, com o incentivo do meu pai — conta Franciele.





