
Morreu a golden retriver Milonga, cadela que integrava projetos de integração e apoio aos usuários da Apae de Passo Fundo. A morte foi no último sábado (16), após complicações por problema no coração e metástases de câncer.
Milonga tinha 13 anos. Ela chegou na instituição em abril de 2022, através do Cão (partilha) Afeto, projeto de cinoterapia da instituição, que desenvolve as potencialidades dos alunos por meio do afeto.
Participante ativa das rotinas educacionais, de saúde e de assistência social, Milonga recebia alimentação, remédios e carinho dos usuários, que disputam espaço entre o pelo fofinho da cachorra.
Em homenagem à amiga, os usuários da Apae fizeram uma cerimônia de despedida na última quarta-feira (20), quando plantaram um ipê amarelo em memória de Milonga no pátio da instituição.
"Plantamos um ipê, que vai florescer ano após ano, lembrando que a Milonga continua presente, não apenas nas memórias, mas na vida que segue e floresce", escreveu a instituição em post no Facebook.
Como era o trabalho da Milonga na Apae
Além do afeto, o animal atuava como uma "ferramenta de trabalho" para pessoas com deficiência na estimulação da coordenação motora, desenvolvimento da fala e melhora na postura.
Como reguladora de impulsos, Milonga era acionada sempre que os pacientes apresentam comportamentos disruptivos, que são gerados pelos mais diversos diagnósticos.
— O animal não tem medo desses comportamentos mais agressivos. Ele fica ao lado esperando um carinho, então faz eles compreenderem esse apoio afetuoso. Isto dá até um impacto na família, fazendo com que os pais enxerguem que os filhos não são perigosos, basta descobrir as formas de regular esses comportamentos — explicou a terapeuta ocupacional e coordenadora de saúde, Camila Pasin, em reportagem sobre Milonga a GZH Passo Fundo em abril de 2023.
