
É nas trocas de estações que roupas usadas podem se tornar novas e ganhar um novo sentido e destino. Isso porque é comum fazer aquela velha e boa limpa no guarda-roupa, principalmente com a chegada de estações mais frias.
Em Passo Fundo, no norte gaúcho, a comunidade pode contar com diferentes opções para doar roupas que não servem mais, que estão esquecidas no fundo da gaveta ou até mesmo que não combinam mais com o estilo de se vestir.
De brechós de moda circular a instituições que realizam bazares solidários. GZH Passo Fundo separou seis opções para você destinar corretamente roupas que podem encontrar um novo propósito. Confira a seguir.
Centro Assistencial à Criança com Câncer (Cacc)

Considerado o carro-chefe do Cacc, o brechó do centro assistencial tem recebido um grande número de doações e segue aberto para quem deseja entregar os donativos.
O local arrecada desde roupas até eletrodomésticos em bom estado de uso. Todo o valor arrecadado através do brechó é revertido para o funcionamento do Cacc.
— A liga se mantém com doações e dentro destas doações está o brechó. Qualquer tipo de doação é bem-vinda — afirma a administradora do centro, Lina Prante.
Serviço
- Endereço: Rua Dez de Abril, 205 — bairro Centro
- Horário: de segunda à sexta-feira das 7h30min ao meio-dia e das 13h às 16h30min.
Arquidiocese de Passo Fundo
Através da Pastoral do Migrante e da Cáritas, a Arquidiocese de Passo Fundo reúne doações para os que mais precisam. Conforme Elisabete Gambatto, integrante da equipe do Centro da Pastoral, as peças mais procuradas nos últimos dias são roupas de inverno e cobertores.
— Agora o que mais precisa são peças para o frio, mas se vier de verão nós guardamos, porque também será preciso — disse.
Além do Centro da Pastoral, as doações também podem ser realizadas em algumas paróquias do município como São Vicente de Paulo, São Francisco de Assis, Santo Antônio, São José e São José Operário.
Serviço
- Endereço: Rua Coronel Chicuta, 436 (sala 410) — bairro Centro
- Horário: de segunda à sexta-feira das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17h50min.
Associação de Apoio a Pessoas com Câncer (Aapecan)

Inaugurada no município em 2018, a Aapecan também recebe doações. Além do brechó que a associação mantém com roupas vendidas a preço simbólico para a comunidade, os donativos são entregues aos usuários cadastrados na instituição.
— É uma campanha muito importante, ainda mais agora com o frio chegando — afirma Guilherme Guido, coordenador da Aapecan em Passo Fundo.
Todo o valor arrecadado pelo brechó é revertido na manutenção da Aapecan, que contam com 250 usuários ativos e que recebem atendimento.
Serviço
- Endereço: Rua Padre Valentim, 564 — bairro Vila Lucas Araújo
- Horário: de segunda à sexta-feira das 8h às 12h e das 13h às 17h.
Meu Usado Favorito Brechó

Para quem deseja desapegar de roupas usadas, brechós de moda circular podem ser uma boa opção. Desde 2019, o Meu Usado Favorito Brechó recebe roupas usadas para venda. O retorno da compra das peças com valores acessíveis é fixo e fica em 50% para a proprietária e 50% para a cliente.
O local chegou a ser ponto de coleta de doações durante a pandemia, mas não trabalha mais neste formato.
— As clientes trazem as roupas e eu avalio o que vai para venda ou não. Muitas pedem para eu segurar o restante das peças para doar para outros locais e acabo reunindo tudo e entregando em outras entidades, mas não recebemos como um ponto de coleta específico para isso — explica a proprietária, Aline Gonçalves.
Serviço
- Endereço: Rua Quinze de Novembro — Centro (Plaza Shopping)
- Horário: de segunda à sexta-feira das 10h ao meio-dia e das 13h30min às 18h30min. Aos sábados das 9h30min ao meio-dia
- A compra também pode ser realizada de forma on-line através do Instagram @meuusadofavoritobrecho
Brechó da Maria
A Maria Vitória Cunha entrou no mundo dos brechós on-line em 2018. Tudo começou quando ela decidiu vender roupas próprias que não usava mais. Hoje, o público jovem é o foco do Brechó da Maria. Por isso, a proprietária, além de receber doações de conhecidos, também garimpa peças no estilo vintage.
— Geralmente eu vou na casa da pessoa e seleciono as peças de acordo com o meu público. Busco por peças mais autênticas. Hoje o pessoal tem buscado peças mais vintage, até porque a moda mais antiga está voltando com tudo — disse.
Futuramente, Maria pretende ter um brechó físico, mas, por enquanto, ela segue somente com a venda on-line e feiras que promove na própria casa.
— Eu gosto de pensar que peças que estão por aí abandonadas vão ganhar uma nova vida, uma nova história. Acho que essa é a parte mais legal de ter um brechó — conta.
Serviço
- Contato através das redes sociais: @brechodamaria.pf.



