
O título da 20ª Copa do Brasil de Muay Thai 2026 na categoria até 71kg é do norte do Estado. Nascido em Sertão e criado em Coxilha, Bruno Rafael Bernardi de Oliveira, 19 anos, tornou-se campeão da competição após derrotar o alagoano Eclesyaste Valdevino Gomes no último domingo (9) em Vitória, no Espírito Santo.
A competição organizada pela CBMTT (Confederação Brasileira de Muay thai Tradicional) foi realizada no Ginásio de Lutas do Sesport, entre os dias 7 e 9 de agosto.
Rafael se classificou diretamente para a final da competição por permanecer no topo da categoria. Enquanto aguardava seu adversário, o atleta da categoria prajied verde se preparava para a luta estudando o rival e colocou em prática.
— No primeiro round consegui estudar bem o meu rival, vi que ele tinha uma mão bem forte e tentei manter distância. Notei também que a combinação de mão e chute estava dando certo. E no segundo eu trabalhei ainda mais a combinação até que ele pediu desistência — relata.
Esta foi a quinta conquista nacional do lutador, que mora atualmente em Tapejara. Com mais de 30 lutas, Bruno contém outros quatro títulos brasileiros desde 2022, além de duas conquistas estaduais. Oliveira acumula, ainda, um sexto lugar no Mundial da Juventude, realizado na Tailândia, em 2024, e uma terceira colocação no Mundial Universitário FISU, neste ano.
Apesar de ter nascido em Sertão, Bruno viveu a maior parte da vida em Coxilha. Aos 14 anos se mudou para Tapejara com a família. Na cidade, ele treina com o Mestre Tiago Araújo, no Centro de Treinamento Firehorse Muay Thai, em Tapejara.
— Minha família se mudou na época e, apesar de eles terem retornado para Coxilha, decidi ficar porque já estava treinando e lutando, pra seguir meu sonho — disse.
Em razão do município de Coxilha não possuir uma academia para os treinamentos, Oliveira seguiu em Tapejara, onde a paixão pela luta só cresceu. Ele conta que a arte marcial entrou na sua vida com uma outra motivação.
— Comecei pela autoestima, mas desde que fiz minha primeira luta, não parei. Tudo que eu sentia de medo, raiva e frustração simplesmente sumiu. O esporte é muito verdadeiro. Ou você treina lá em cima e faz acontecer ou você não treina e acaba na pior — afirma.
A primeira luta é a recordação mais gratificante para o lutador, que "guarda até hoje" a medalha conquistada.
— Foi muito bacana porque toda minha equipe estava lá me assistindo, lembro de toda a euforia — relembrou Oliveira.
Além das lutas, Bruno também atua como gerente em uma loja de máquinas agrícolas. Embora não ganhe a vida com o esporte, Oliveira reforça que possui forte apoio familiar para seguir nas lutas.
*Sob orientação e supervisão do jornalista Vitor Zuccolo.





