Sendo o esporte mais popular do mundo, o futebol é capaz de estimular os fãs a demonstrar a paixão e recordações dos momentos mais marcantes. Para o empresário Dionei César Nervo, 37 anos, a paixão pelo esporte ganhou forma em uma coleção que hoje reúne 64 camisas usadas ou repassadas por jogadores profissionais.
O gremista, morador de Água Santa, no norte do Estado, iniciou a coleção em 2024, mas a ligação com o futebol vem de muito antes. Dionei acompanhou de perto o clube desde os tempos do Estádio Olímpico e, ao longo dos anos, construiu amizades com pessoas ligadas ao meio do futebol, relação que abriu as portas para os primeiros itens do acervo.
— Eu fui fazendo amizades com quem era do meio. Primeiro foi o segurança do Grêmio, Fernandão, depois também fiquei mais próximo do Sotilli e daí em diante só expandiu a rede de contatos — conta.
O armário de casa guarda peças de diferentes partes do Brasil e do exterior. Entre elas estão modelos de clubes como Grêmio, Fortaleza, Atlético-MG, Cruzeiro, São Paulo e Juventude. O acervo também inclui camisas internacionais, como uma do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.
Embora cada peça tenha uma história própria, algumas ocupam lugar especial na coleção. É o caso das camisas de Luis Suárez pelo Grêmio e de Douglas Costa, referentes às passagens pelo Bayern de Munique, da Alemanha, e pelo Los Angeles Galaxy, dos Estados Unidos.
Mas o motivo que transformou a coleção em algo maior do que um hobby está dentro de casa.
A principal inspiração de Dionei é o filho Lorenzo Pegoraro Nervo, 2 anos. O menino nasceu com pé torto congênito, condição em que um ou ambos os pés apresentam alteração de posicionamento ao nascimento.
— Por ele ter nascido com o pezinho dessa forma e também ser um apaixonado por futebol, resolvi colecionar as camisas para ser uma fonte de inspiração para ele — afirma.
As peças não representam apenas clubes ou jogadores. Para o empresário, elas carregam histórias de superação, persistência e conquistas, valores que pretende transmitir ao filho conforme ele crescer.
A coleção também é resultado do relacionamento construído com familiares de atletas. Entre os contatos estão o pai do atacante Eduardo Sasha e familiares do zagueiro Ruan Tressoldi, ex-Grêmio e atualmente no Atlético Mineiro. Algumas das camisas mais recentes chegaram justamente por meio dessas conexões.
Além da admiração pelos jogadores, Dionei destaca que gosta de acompanhar o desenvolvimento das carreiras desde as categorias de base até os grandes palcos do futebol. Por isso, não pensa em se desfazer das peças.
— Essas coisas não têm preço. Antigamente eu cheguei a doar algumas, mas hoje a coleção é para o meu pequeno.
Atualmente, as camisas permanecem organizadas em um espaço dentro de casa. No futuro, porém, o empresário pretende dar um passo além e criar um local exclusivo para preservar o acervo.
*Sob orientação e supervisão do jornalista Vitor Zuccolo.

